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Montanhas do Paraná e do Brasil

Montanhas do Paraná e do Brasil

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sábado, 13 de fevereiro de 2016

4 cachoeiras e um Canyon - 1ª parte - Buraco do Padre e Canyon do Guartelá

Já fazia muito tempo que estava programando uma aventura como essa, conhecer um pouco de Tibagi e Ponta Grossa e umas das suas cachoeiras. Aproveitando o carnaval uma data que na minha opinião é bom só para descansar, resolvi então investir nesse desafio, como não gosto de carnaval e viajar para praia seria loucura resolvemos então fazer diferente. Conhecer quatro cachoeiras e o Canyon do Guartelá em três dias. Primeiramente foi o Buraco do Padre, depois o Canyon do Guartelá, Salto Santa Rosa, Puxa Nervos e por último Salto da Mariquinha, nessa sequência. Junto com minha esposa combinei com uma amiga minha e parceira de caminha Viviane Kanuta e convidei também meu filho Vini Cordeiro para apreciar a natureza do jeito que ele ainda não conhecia.


Saímos no domingo de carnaval com o carro carregado de equipamento de camping, roupas e comida para os três dias e fomos direto para o Buraco de Padre que fica em Ponta Grossa. Saímos a 7:00 e as nove e meia já estávamos na estradinha que leva até o parque. Para quem sai de Curitiba a dica é quando chegar na fábrica da Makita entrar à direita e pegar uma estrada que é bem chata. A estrada é larga, mas é bem lenta por causa de muitos mais muitos buracos. Deve chegar até a rodovia do Talco pegar a direita novamente e em poucos quilômetros já chega na estrada que leva até o local. A estrada ali também não é muito boa, mas chega. O caminho é todo sinalizado, não tem como se perder.


No primeiro dia


Buraco do Padre:


Entrada do Parque















O nome do local está ligado à história dos Padres Jesuítas que lá meditavam. O Buraco do Padre é uma furna que apresenta em seu interior uma imponente cascata de 30m, formada pelo Rio Quebra Perna. Trata-se de uma espécie de anfiteatro subterrâneo. É cobrado uma taxa de R$ 10,00 podendo pagar meia também. A estrutura é ótima tem lugar para fazer churrasco e uma enorme área verde para pic-nic com toda a família. O acesso até a cachoeira é fácil e leva em torno de 10 minutos de caminhada só tem alguns obstáculos leves, mas é acessível para todas as idades, basta ter força de vontade. Para chegar até a cachoeira tem que molhar o pé, é possível ir até de chinelo sem problema algum.


Antes de começarmos, fizemos um lanche bem rápido e logo partimos para o salto, o lugar ainda estava tranquilo não tinha muita gente nas trilhas e nem na cachoeira. Tiramos algumas fotos e logo encontro meu amigo Patrick que estava levando uma turma para conhecer o lugar. Voltamos para o carro e o nosso próximo destino era o Canyon do Guartelá. Uma boa dica é se você quer tirar muitas fotos sem muita gente chegue cedo porque o lugar lota. Pegamos novamente a estrada sentido Castro e dali sentido Tibagi. Em uma hora e meia de viajem já estávamos no Canyon do Guartelá


Canyon do Guartelá e Tibagi:


Situado no município de Tibagi - PR é considerado o 6º maior canyon do mundo em extensão com 32 km, além de ser o único com vegetação nativa, é cortada pelo rio Iapó. Eleita “Melhor cidadezinha do Brasil” pela revista Viagem e Turismo em 2007 e premiada pelo Ministério do Turismo em 2010 na categoria Sustentabilidade Ambiental, Tibagi é uma cidade de 20.000 habitantes que está localizada à margem esquerda do Rio Tibagi, no centro leste do Paraná e é um dos mais belos municípios brasileiros. Com atrativos de janeiro a dezembro, a terra dos diamantes desenvolve turismo o ano todo, sendo rica em belezas naturais, culturais e gastronomia. Seu povo além de extremamente hospitaleiro ostenta um grande apreço ás tradições, tornando fácil e enriquecedora a integração com a cultura local. Fonte site (Tibagi Turismo).

O Guartelá também foi cenário das viagens dos destemidos tropeiros que percorriam os Campos Gerais, conduzindo o gado para comercialização na Feira de Sorocaba. Já fazia mais de 20 anos que não colocava meus pés nesse magnifico lugar. Tudo já tinha mudado, novas estruturas com passarelas e pontes que facilita a vida de quem vem visitar o Canyon. Na época que eu vim conhecer o Canyon era possível muitas coisas, algumas com restrição. Era possível acampar, onde hoje é os quiosques e banheiros, dava para tomar banho numa pequena queda d’água, e também dava para chegar bem próximo da ponte de pedra, eu mesmo tenho uma foto no meio dela. Mas concordo que tudo hoje que está proibido é para preservar esse paraíso da natureza. E que bom que o governo tomou essa iniciativa. O lugar está mais seguro. Até chegar na chácara particular tem uma estrada feita toda de pedra e depois uma trilha toda feita de madeira facilitando o acesso. A caminhada mesmo começa na casa de visitantes. A trilha é curta, com muitas paradas e um bom banho no “Panelão do sumidouro” você leva em torno de 2 horas.





A galinha sentada 



O sol estava bem forte, começamos a descer e logo chegamos nas estruturas de madeira. Fomos primeiramente até o mirante e depois visitamos a cachoeira da Ponte de Pedra. Voltamos e fomos tomar um bom banho no Panelão, uma formação rochosa feita pela natureza onde desce a água e sai por pequenos furos da rocha sem você ver, verdadeira hidromassagem natural. Voltamos até o estacionamento e o sol castigava bastante. Já era quase cinco da tarde e precisávamos pelo menos estar no Guartelá EcoTurismo antes das cinco e meia.


Mirante

Rio Iapo que formarão o Canyon do Guartelá







Passarela de madeira 
Formação feita pelo tempo (chuva+vento)

Cachoeira da Ponte de Pedra

Panelão do Sumidouro


Sede do Parque

A estrada que leva até Tibagi e magnifica parece aquelas estradas de filme romântico. Uma estrada bem tranquila, com poucos movimentos de carros. Chegamos num bom horário em Tibagi e fomos recebidos pelo pessoal da Guartelá Ecoturismo para fazer a entrada para o Puxa Nervos e também contratar um rapel para minha esposa (presente de casamento) e para minha amiga Viviane, eu e o Vini meu filho íamos só assistir. Era surpresa de casamento, mas não deu muito certo, logo ela ficou sabendo, mas isso não atrapalhou a brincadeira. O pessoal do Guartelá Ecoturismo é bem atencioso, indico para todos que pretende fazer aventuras em Tibagi para contratar seus serviços, vale a pena.

Linda estrada entre Castro e Tibagi
Treinamento para o Rafting ( Guartelá Ecoturismo)


Paramos para fazer um lanche numa lanchonete da região, o povo de Tibagi já se preparava para o carnaval. A rua que estávamos já estava sendo fechada. Terminamos nosso lanche e fomos direto para o camping Puxa Nervos.

Continua...

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Camping do Marumbi liberado

Despois de 5 anos finalmente o camping do Marumbi foi liberado.
Com uma nova estrutura e mais comodidade para quem gosta de acampar e apreciar aquela bela natureza. O camping agora está mais controlado, para acampar tem que ligar e reservar um espaço. O local suporta no máximo 30 barracas e no máximo 100 pessoas segundo pessoal do IAP. Não se arrisque ir ao camping sem antes ligar e reservar, você corre o grande risco de ter que voltar com sua mochila cargueira nas costas sem aproveitar o camping.

Uma estrutura nova foi montada, mesas, bancos de concreto e pias foram instalados. Pequenos postes de luzes ilumina a noite no camping, com opção de desligar na geral depois de um determinado horário, facilitando assim a vida de quem sobe a montanha e depois descansa. A cerca de arame que era mais próximo do banheiro ficou mais afastando, dando uma sensação de espaço. Os entulhos que estavam próximo ao camping foram retirados. O banheiro pouco mudou, tanto no masculino como no feminino algumas reformas foram realizadas, como azulejos, forros e novas caixas d´água. Acabando com aquele transtorno de acabar a água e sempre que isso acontecia, tinha que solicitar para alguém do alojamento para subir no forro e abrir o registro da caixa d´água. As casas da estação também receberam reforma. Uma delas agora virou um centro de pesquisa, o memorial  histórico está mais bonito, o alojamento dos voluntários e funcionários também recebeu novas pinturas e iluminação.

O lugar está lindo, valeu a espera, pena que no nosso país essas obras geralmente demoram muitos anos para ser concluídas. E temos as vezes que apelar para a mídia para nos ajudar a finaliza-las, pois pagamos nossos impostos para termos esses direitos, ao contrário que o governo pensa, essas obras e estruturas pertence ao povo.

Temos agora que cuidar, nada de riscar as paredes, quebrar as iluminações, destruir o banheiro e deixar o lixo no camping.  Caso isso aconteça, e que o indivíduo seja pego em flagrante ou algum delator o entregue, o mesmo vai ser notificado e pode pagar multa bem alta, fora que seu nome fica registrado no IAP e ele nunca mais poderá usufruir do camping. Portanto vamos cuidar.

Segue contato para reserva do camping

Fone 41 34623598 - Base do Marumbi.

Portão de entrada do camping
Comemoração dos 25 anos de Parque


Maior espaço entre o banheiro e a cerca
Nova estrutura, com mesas, bancos e pias e todo iluminado
Substituição da placa de localização do Marumbi
Bancos na estação
Casas reformadas, a esquerda a casa de socorro do Cosmo a direita casa pesquisa 
Pias e tomadas.
Iluminação em alguns pontos do camping

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Um sonho realizado – Janela da Conceição



Patrick, Reginaldo, Arildo e Edinaldo Couto
Na década de 1950 para a construção da Usina Hidrelétrica Parigot de Souza foi construído uma grande obra de engenharia que deixou marcas na história nas matas e montanhas da região, que abrigam curiosas estruturas em ruínas. Uma dela é a Janela da Conceição, um túnel de um pouco mais de 1200 metros de extensão. Cravadas nas proximidades das montanhas do Pico do Paraná, Ferraria e Taipa. Eu pouco conheço esse “Elo Pedido do Paraná”, mas com certeza reserva muitas histórias e lendas, que vale a pena estudar a fundo. E fazia muito tempo que eu queria conhecer esse lugar tão misterioso. No começo do ano, Edinaldo e Patrick me convidaram junto com um grupo de conhecer essa obra do homem. Infelizmente por falta de tempo e pela trilha que estava muito difícil de passar e encontrar tivemos que abortar a caminhada para a nossa segurança. E claro que um dia ou outra essa oportunidade iria bater em minha porta novamente. E bem no dia 4 de junho, um feriado, surgiu novamente a oportunidade que eu precisava para conhecer esse lugar.

Eu, Patrick um “parceraço” de montanha, Edinaldo Couto e Arildo que conhecia bem a região resolvemos pegar essa data para encarar e tentar chegar à Janela. Sabendo que o tempo era curto, partimos bem cedo de Curitiba destino Antonina – Bairro Alto. Para se chegar a esse bairro, bem antes de chegar à cidade de Antonina, pegar a estrada que segue para Cacatu/Cachoeira de Cima e segue até o final dessa estrada. Deixe o carro na fazenda do senhor Antonio.

Chegamos à fazenda umas 08h00min da manha e não perdemos tempo, começamos nossa caminhada, os mosquitos estavam nervosos e mordendo legal. Como estávamos em apenas quatro pessoas a caminhada começou a render, logo começamos a avistar o Pico Paraná e seus ilustres vizinhos do maciço Ibitirati e do União, bem como as montanhas menores que o rodeiam pelo leste e pelo norte, como o Tupipiá, o Ibitipaú, o Ibitiguira, o Jacutinga, o Saci e o Sacizinho. Em 01h50min já chegamos à primeira ponte com uma estrutura de madeira, estávamos bem adiantado. A trilha estava bem aberta, pois o pessoal do AMC (Associação Montanhista de Cristo), tinham passado umas semanas atrás facilitando nosso caminho, nesse trecho até chegar as torres de energia foi bem tranquilo, o problema era chegar até a primeira ponte de ferro. 

Chegamos à primeira ponte de ferro depois de umas duas horas e meia de caminhada. Ali mora o complicado de chegar à Janela, simplesmente aparece muitas trilhas e muitas delas leva ao erro, e a desistência, o segredo é passar entre duas grandes arvores, mas mesmo assim é preciso cuidado para não errar o caminho. Logo encontramos a segunda ponte de ferro, algumas estruturas de concreto e depois de 03h20min de caminhada chegamos à tão sonhada Janela da Conceição. Eu e o Patrick tivemos a honra de abrir a porta, pois dos quatro somente nós dois ainda não conhecia esse túnel. De cara encontramos vários morcegos que assustados voavam entre nós o tempo todo. A entrada que era o único ponto de luz da Janela logo foi ficando para trás, em alguns trechos estava seco, mas logo percebemos que não seria mais possível passar sem molhar os pés.

Chegamos ao final do túnel aonde existe uma porta lacrada, tiramos algumas fotos, e voltamos, de longe avistava apenas um pontinho de luz, era a nossa saída. Depois de ficar com os pés molhados e felizes por encontrar essa beleza. Fomos conhecer a cachoeira dos cabos, quem fica bem próximo a primeira ponte de ferro. Fizemos um lanche e partimos para o nossa caminhada final. Resolvemos dar uma parada na Piscina do Elefante. Um complexo em ruínas que mostra os sinais das comportas e saída de água em dupla tubulação que descia até a casa de máquinas da hidrelétrica. Tiramos algumas fotos e voltamos, o próximo destino agora era a Cachoeira do Saci, infelizmente eu estava com as minhas unhas do pé bem machucado, então para mim até ali já estava bom. Continuei minha caminhada até a fazenda onde estava o carro, e esperei por mais uma hora o Patrick, Edinaldo e Arildo, que foram visitar a cachoeira. Foram mais ou menos oito horas de caminhada. Conhecer essa obra do homem foi muito interessante, o que eu reconheci nisso, como naquela época, era possível construir tudo isso sem a modernidade que temos hoje. E também com o Brasil desperdiça dinheiro com obras publicas. Por mais que seja algo que está no passado e que faz parte da historia do Paraná. Isso mostra que até naquela época os políticos faziam as obras e leis sem nenhum planejamento. É lamentável isso! 



Amanhecer na serra, ao fundo Pico 7, Mãe Catira e Pequeno Polegar




Estrutura abandonada 
Ponde de madeira improvisada em dias molhados é impossível passar em pé


Ponte de ferro totalmente tomada pelo tempo

Ultima ponte de ferro antes de chegar na Janela





Maciço do Pico do Paraná


Janela da Conceição



Muitos morcegos






Porta lacrada


Mais uma estrutura abandonada



Cachoeira dos cabos

Piscina do Elefante

Na direita se avista o Leste do Ferraria.