Montanhas do Paraná e do Brasil

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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Um resumo de 2010 - Um ano maravilhoso.


2010 foi sem duvida nenhuma o melhor ano da minha vida, muitas conquistas, boas aventuras, um ano cheio de decisões e realizações. Esse ano prometia muitas montanhas boas, mas pouco realizado. Motivos, bom, foram vários, tempo não muito instáveis, poucos parceiros para aventura, mas o principal mesmo foi a data marcada para o meu casamento. Logo no inicio do ano já estávamos nos preparando para marcar a data. Detalhes e mais detalhes não podiam fugir de nossas idéias, mas mesmo assim procuramos achar um pequeno espaço e tendo um pouco de sorte para aventuras e caminhadas.

Rapel no Anhangava
aonde levamos alguns amigos que nunca se quer tinham subido numa montanha, como era o caso do Rafa, que na primeira vez enfrentou a via Caninana num rapel, ele jamais esqueceu e dali em diante foi logo sentindo o gosto da aventura. Araçatuba, que para mim foi uma das montanhas mais lindas que já vi e já fiz, sem contar com a minha noiva Tanynha que acampou pela primeira vez em cima de uma montanha. Também foi pela primeira vez que ela subiu o Abrolhos comigo, foi e voltou com muita garra. Sem contar que foi um ano de mudanças em minha vida, voltei para o bairro que eu morava para ficar mais perto do meu filho e cuidar melhor dele.

Em 2010 foi também o ano da maior conquista da minha vida e de amigos meus montanhistas, o Salto Feitiço, uma cachoeira muito difícil que fica localizada abaixo do Véu de Noiva.

Eu, minha noiva e mais um casal de amigo conhecemos o parque Beto Carreiro. Levei meu filho para acampar pela terceira vez no Marumbi, onde ficamos 3 maravilhosos dias, e comemorando ainda os dias dos Pais. Conheci também mais dois novos amigos, Mauricio e Talita que estão começando a amar a montanha. Os levei para conhecer o Anhangava e depois Salto dos Macacos.


2010 foi maravilhoso sim, e 2011 vai ser melhor ainda, pois já no começo vem meu casamento que já estava marcado desde o início de 2010.

Que 2011 seja um ano repleto de paz, alegria, amor e muitas, mas muitas aventuras.

Um Feliz 2011, boas aventuras e caminhadas para todos. E que Deus abençoe a cada um.
Um grande abraço.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Pedra do Baú se torna monumento natural do interior de SP

Fonte: G1

A Pedra do Baú, que fica em São Bento do Sapucaí, a 164 km de São Paulo, é o mais novo monumento natural do interior do estado. Depois de três anos de processo, o decreto foi assinado nesta segunda-feira (27). Ela é o segundo monumento natural de São Paulo – o primeiro é a reserva da Pedra Grande, em Atibaia.

A pedra pode ser vista de todos os cantos da cidade. Ela era considerada unidade de conservação de uso sustentável – com ocupação e exploração da área permitidas, mas com controle. Agora, como monumento natural, as restrições serão maiores.

Para continuar com o crescimento do turismo, será criado um plano de manejo. “Isso envolve estudos técnicos, e depois reuniões para discussão do zoneamento do monumento, dos programas de uso, do que vai ser mais restritivo, especialmente na visitação pública da pedra”, explicou José Amaral Wagner Neto, diretor da Fundação Florestal.

Atualmente, segundo a prefeitura, cerca de 1,5 mil pessoas visitam a pedra nos fins de semana. A área tem 3.154 hectares. ”Não vai ter ocupação desordenada, não vai se destruir a natureza no entorno,. E não vai destruir esse cenário que é uma das belezas cênicas mais bonitas do estado e do Brasil”, disse o prefeito da cidade, Ildefonso Mendes Neto.

Além de ter um monumento natural, a viagem a São Bento do Sapucaí pode ficar mais fácil – a SP-042, que dá acesso à cidade e ao sul de Minas Gerais, deve ser reconstruída nos próximos meses.


segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Caminhada no Salto dos Macacos

Tentando marcar uma caminha no Salto dos Macacos, mas todo fim de semana chove e fica difícil mesmo. Mas finalmente neste domingo foi possível, dia lindo, sol lindo tudo perfeito para a aventura, fazer o possível para chegar até as 9:00 da manha no IAP, pois eles estão com regras para subir. Segundo Mario quem determinou essa regra foi o Corpo de Bombeiro, e de certa forma até concordo, nesta época do ano chove muito a tarde e as chances de ficar ilhado é grande. Chegamos as 9:00 em ponto no IAP e sem cerimônia fomos logo para o rio onde passado primeira parte, a correnteza não estava tão forte assim, depois da segunda parte de travessia e começa a trilha.

Todo mundo animado, subimos com calma e sem presa, a idéia é chegar antes do meio dia, aproveitar bem e descer antes de chegar qualquer temporal. Trilha bem sinalizada e subindo morro acima e o sol bem quente, Mauricio e Talita estavam levando sua filha Lari pela segunda vez para uma aventura, Lari 7 anos menina forte e corajosa, desbravava a trilha com tranqüilidade. Eu sempre explicava para ela sobre a trilha, rios e sinalizações. Acredito que será uma grande montanhista, quem sabe conquiste altas montanhas. Acho lindo ver um pai incentivando seu filho a praticar algo que com certeza ira levar para a vida, evitando drogas e más companhias.


Passando por troncos de arvores, pequenos rios e formigueiro, continuamos nossa caminhada, em três horas já estávamos no Salto. Estava querendo passar no Salto Redondo mas não deu tempo. Também foi com nós um amigo do Mauricio, Tarso e sua esposa, que não estavam acostumados a caminhar, mas conseguiram chegar até o final. Uma vista linda e maravilhosa. A pequena Lari logo foi mergulhando numa piscina natural bem rasinha.


Estava preparando para fazer um vídeo para o nosso casamento quando aconteceu um pequeno acidente com minha Tanynha, estávamos chegando perto da cachoeira antes do tobogã, quando ela escorregou e caiu batendo a cabeça no chão, chegando a cortar e sangrar. Logo fiquei preocupado, Mauricio e Tarso têm conhecimento em primeiros socorros e ela foi atendida, era só um susto. Sempre quando a levo para uma caminhada fico cuidando para que nada aconteça a ela, mas desta vez não fiquei atendo e ela se machucou, nada que desanime e ainda quer voltar lá para aproveitar o que não aproveitou na hora. Por esse motivo nem tiremos fotos juntos.


O tempo começou a dar sinais que iria mudar, arrumamos tudo e descemos para evitar ventos fortes e chuva. Chegamos no Nhundiaquara as três em ponto, paramos no rio para tomar um bom banho, fizemos um lanche e partimos para a casa. Mauricio comentou comigo que essa caminhada era o seu presente de Natal. Percebi também que esta nascendo uma família que ama a natureza e adora aventuras e com certeza vão curtir muitas aventuras juntas. Lari, sentada na cadeirinha de segurança só virou a cabecinha para o lado e dormiu a viajem toda, já deve estar pensado onde seu pai ira levar da próxima vez, e terá bastante história para contar para seus amigos de escola.
Está nascendo uma família de montanhista.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Holanda tem a maior parede de escalada do mundo

Parede conta com inclinação de 11 metros
Foto: Eric Kieboom/ Flickr.com/kapturer



Para os escaladores com experiência, sem medo de altura e que conseguem controlar a adrenalina, na Holanda há um novo desafio. Com 37 metros de altura, a Excalibur Tower é a maior parede de escalada esportiva do mundo.
Localizada no Bjoeks Climb Center, na cidade de Groningen, Holanda, a torre, em formato irregular, aumenta ainda mais o grau de dificuldade dos escaladores conforme vão subindo. As variações em sua forma permitem que iniciantes e experientes possam aproveitar a torre.
A idéia de construir a parede veio pela necessidade de locais para a prática da modalidade, por se tratar de uma região plana. A estrutura conta com uma inclinação de 11 metros e foi construída em madeira e aço.

Fonte: Webventure

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Um dia completo


Envolvido totalmente com meu casamento está bem difícil neste ano passar qualquer final de semana numa montanha, minha noiva anda até me cobrando. Mas sempre surgi imprevistos e fica complicado marcar qualquer coisa, mas neste feriado não podia passar em branco e o nosso destino era Salto dos macacos, precisava ir la levar minha noiva e mais um casal de amigos junto com sua filha de 7 anos para conhecer essa linda cachoeira, tudo marcado, tudo combinado, na véspera da viajem liguei para o posto do Iap da estrada Eng. Lange e por motivo de fortes chuvas a trilha estava interditada, então os planos mudaram, liguei para meus amigos e decidimos ir para o Morro do Canal que fica em Piraquara, como eles estavam levando a sua filha, achei mais fácil ir para lá e eles conhecerem um pouco de montanhas.
Acordamos bem cedo no feriado de terça dia de finados, na hora marcada, já estava chegando o casal junto com sua filha que iria pela primeira vez subir uma montanha, estava um pouco preocupado, pois queria muito que eles se apaixonem e gostem de fazer trilhas e montanhismo. Mauricio a sua esposa Talita e sua filha Lari, estavam empolgados para essa aventura, Lari disse que não tinha nem dormido direito. Uma colega, Gabi e seu tio Marcos, estavam nos esperando num trecho combinado com o Mauricio.
Dentro do carro ele me pergunta onde seria nosso destino já que os planos seria Salto dos Macacos, deu duas propostas para eles o Morro do Canal que seria ótimo para eles irem pela primeira vez, ou Anhangava que também é uma ótima montanha para quem está começando. Mauricio precisava descer para Porto de Cima depois de meio dia, então decidimos deixar de ir para o Morro do Canal e ir para Anhangava.


Em uma hora já estávamos no pé da montanha, no posto do Iap, já dava para perceber que teria muita gente la em cima, começamos a subir com tranqüilidade, conversando e brincando, o casal e sua filha estavam felizes pois estavam realizando um sonho, Gabi e Marcos que também nunca tivera em uma montanha também estavam bastante contentes.

Eu e Tanynha estávamos contentes por mais uma aventura, mesmo na dificuldade de sair por causa do nosso casamento que esta chegando. Logo chegamos na Pedra do Almoço, e uma parada para fotos. Dois rapazes estavam fazendo a Caninana, ainda estavam na base.

Coloquei uma cadeirinha na Lari por pedido do pai e com um pedaço de corda, fomos até as escadinhas. Estava bem complicado para subir, o numero de gente subindo aquela montanha era imenso e a boa parte eram pessoas que nunca tinham subindo uma montanha qualquer, uns diziam que estavam com medo, outros iam ficar por ali.

Sem cerimônia pedi licença e comecei a subir a montanha, primeiro minha noiva com a maquina subiu para registrar o momento, logo em seguida a Talita, Marcos e Gabi, eu e o Mauricio ficamos por ultimo para ajudar a subir a pequena Lari, que com coragem e força logo estava no final das escadinhas, continuamos nossa caminhada e em meia hora já estávamos no cume da montanha.


Curtimos um pouco, tiramos algumas fotos e fizemos alguns vídeos, o dia estava lindo e limpo, e por esse motivo o sol castigava bastante. A nossa volta foi mais tranqüila, descemos a pequena Lari do mesmo jeito, enquanto eu dava apoio em baixo o seu pai ficava dando segurança com a corda em cima, percebi que nem precisava desse material porque ela subiu e desceu com muita coragem e firmeza, descobri que estava nascendo uma grande montanhista e que vai levar isso para o resto da sua vida, respeitando e amando a natureza como ela deve ser amada.


E vi também um sorriso e orgulho de seus pais, que realizando esse desejo de sua filha de conhecer o verdadeiro espírito aventureiro que há tem. Mauricio e Talita também se apaixonaram e vão querer fazer algo um pouco mais difícil. Então logo tratei com eles para eles se prepararem para o Marumbi.

ao fundo Cirirca, PP e Agudos da Cotia

Chegamos já era umas 14:00 na base do Iap, dei baixa e o próximo destino era Porto de Cima chegamos la em 40 minutos, o lugar estava lotado muito cheio mesmo, cheio de farofeiros que aproveitaram o dia lindo de sol para se refrescarem no Nhundiaquara. Eu também aproveitei para um banho refrescante. Levei Tanynha minha noiva que tanto amo para tomar um sorvete e experimentamos o único sorvete que estava à venda numa soverteria la próximo, sorvete de banana, que era uma delicia, como o lugar estava cheio já não tinha muita coisa a venda.
Curtimos mais um pouco, apreciamos a natureza, olhei para o imponente Marumbi, olhei para o Mauricio e disse, "da próxima te levo lá, se você gostar levo você em outras montanhas mais difíceis". Nosso dia estava acabando para evitar muito transito logo fomos embora, na subida da serra o transito estava muito devagar quase parando, mas com segurança chegamos bem em casa, contentes realizados e felizes, pois encontramos novos e bons amigos que curtem aventuras e que com certeza vão ainda compartilhar momentos maravilhosos como foi neste feriado.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

A Chamine da Serra do Mar

Foto da década de 1930 mostra
a antiga casa de bomba,
hoje submersa
(Foto: Nelson Penteado Alves/Arquivo pessoal (Pedro Vicente Cobbe)

Fonte: Gazeta do Povo
Quem passeia de trem pela Serra do Mar, rumo a Paranaguá, já deve ter visto a comprida chaminé de tijolos que emerge do lago da Represa Caiguava (Piraquara I), logo depois do Túnel Roça Nova. O misterioso monumento sempre despertou a curiosidade do pesquisador e montanhista paranaense Nelson Luiz Penteado Alves, 63 anos, conhecido como Farofa, que até pouco tempo atrás desconhecia a verdadeira história da tal chaminé.

Porém, uma série de coincidências acabou levando este apaixonado pelas montanhas a desvendar um pedacinho da história do abastecimento de água da região metropolitana de Curitiba. Segundo Penteado, muitos ainda acreditam que a chaminé é remanescente de uma antiga olaria ou serraria que teria ficado submersa quando a represa foi criada, em 1978.

Em maio de 2008, porém, o engenheiro agrônomo e professor Roberto Cobbe, sobrinho do lendário aventureiro Rudolf Stamm (1910 – 1959), teve acesso ao livro As Montanhas do Marumbi, de autoria de Penteado, e entrou em contato com o autor. No fim de 2009, Cobbe veio a Curitiba e trouxe uma série de fotografias feitas por seu pai, Pedro Vicente Cobbe, em suas andanças com Stamm pela Serra do Mar no final da década de 1930. Uma das fotos tinha uma anotação esclarecedora: casa de bomba.

Naquele momento, Penteado – que é sócio do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná (IHGPR) – recordou de uma de suas aventuras ao lado dos colegas montanhistas pela região do Caiguava nos idos de 1967 – antes da criação da represa, portanto. “Partindo da Serra do Emboque, na tentativa de alcançar o Pico Marumbi seguindo pelas cumeadas (linha formada pelos cumes das montanhas), fomos surpreendidos pelo mau tempo. À noite, batemos em retirada do Pico do Canal rumo à Estação Roça Nova, onde pernoitamos. No caminho, passamos ao pé daquela imensa chaminé, solitária no meio do vale”, lembra Penteado.

Somente a chaminé ainda está visível
(Foto: Nelson Penteado Alves/Arquivo pessoal)
Foi a partir desta lembrança que e o pesquisador associou a chaminé ao que restava da antiga casa de bomba, cuja função era elevar as águas do Rio Caiguava, reforçando o abastecimento da Represa do Carvalho, que, por sua vez, armazenava a água consumida em Curitiba até meados do século 20. “Foi um achado e tanto e o ponto de partida para uma entusiasmada pesquisa”, revela Penteado.

De certa forma, a busca para comprovar sua teoria fez o montanhista viajar no tempo e mergulhar em sua própria história, desde os tempos de garoto, quando fazia piqueniques na serra com a família. Além do acervo do IHGPR, ele pesquisou sobre a casa de bombas no

Arquivo Público, na Biblioteca Pública do Paraná e, finalmente, na Sanepar – empresa que sucedeu o antigo Departamento de Águas e Esgotos (DAE), então responsável pelo abastecimento da RMC.

Ao todo, foram seis meses de uma intensa busca e o resultado foi além da simples satisfação pelo dever cumprido. “O fato de ter frequentado por mais de 50 anos a Serra do Mar, de ter passado ao pé daquela chaminé e depois ter em mãos as fotos da antiga casa de bomba foi uma descoberta fantástica, que os caminhos do destino colocaram em minhas mãos”, emociona-se.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Um dia dos Pais no Marumbi




Passar um dia dos pais com meu filho já é maravilhoso imagina na montanha, e fazia bastante tempo desde a ultima vez que o levei para acampar. Meu filho já estava me cobrando há tempos, sempre me perguntava quando eu iria levá-lo novamente para acampar. Com minhas férias próximas não pensei duas vezes, e no dia 06 de agosto de 2010 era a data marcada. Passeio no mercado dias antes, comprei o que precisava para passar 4 dias inteiros com ele. Fui até a Serra Verde Express e comprei as passagens de ida até o Marumbi.


Esperando o Trem

No dia da viajem acordei bem cedo, arrumei o que faltava, saímos de casa ainda estava escuro para pegar o ônibus e em pouco tempo estávamos na ferroviária para pegar o trem. No trem meu filho perguntava muitas coisas e eu sempre o respondia com alegria, no vagão onde estávamos, estava bem vazio, dava para escolher lugares, sentamos mais próximo da janela para apreciar bem a viajem.



Alguem sabe o que era isso?



Estação Banhado


Véu de noivas

O tempo não estava muito bom, uma serração tomava conta de todo o passeio, pouco se via. No cadeado era impossível avistar o Pico do Marumbi e outras montanhas. Chegamos um pouco antes das 11:00 da manha, logo fomos para o camping montar tudo e fazer um lanche, já sentia a alegria dele no lugar, pedi para ele me ajudar a montar e assim ele o fez. Depois de tudo pronto um lanche rápido, pois tinha levado lanche pronto para evitar fazer comida na chegada.



Nossa casa durante 4 dias


Estação do Marumbi toda reformada

O camping estava vazio tinha umas 4 barracas apenas, acreditei que logo iria encher como sempre acontece. Já de inicio um gaucho logo veio me cumprimentar, seu nome era Felipe um biólogo de Porto Alegre que estava a uma semana esperando o tempo abrir. Ele me contou que durante toda a semana chovia sem parar e que não tinha como subir a montanha, passei uma boa noticia que a previsão do tempo estava para melhorar. Enquanto meu filho brincava sozinho e acompanhava os trens que passava, eu verificava se em algum momento o tempo iria limpar.




La por umas três da tarde, surgiu a oportunidade de passear como meu filho, resolvi levá-lo para fazer uma trilha até um pouco mais logo, a princípio era levá-lo até o Eng. Lange, preparei um lanche, coloquei água e as lanternas de cabeça e descemos até a estação, o Vini estava bem empolgado e queria mais, e então resolvi descer até a saída do Itupava, subimos a escada e fomos até a ultima ponte do Rio Taquaral onde tiramos algumas fotos. No retorno começou a escurecer e ele queria porque queira usar a lanterna então o deixei. Voltamos rápido até a estação e logo percebi que uma luz forte batia nos paredões do Marumbi, era o sol querendo aparecer.


Estradinha para Eng. Lange


Estação Eng. Lange


Saída da trilha do Itupava


Ponte sobre o rio Taquaral

Chegamos já era quase escuro e o Pico do Marumbi e as montanhas próximas já eram possíveis avistá-las por completo, a previsão do tempo tinha acertado e o fim de semana seria bom e quente conforme tinha vista no Simepar e no Clima tempo. Logo fizemos amizade com dois jovens que também estavam acampando, fiz uma janta para mim e para o Vini, jantamos e logo fomos dormir.


Logo no dia seguinte o céu estava bem limpo e sol já ia aparecer com força total, esquentou bastante, mas não estava muito bom para ir no rio. Fiz um café e um Nescau para ele, fomos até o alojamento onde encontrei o Mario e minha amiga Ju, que já estava de voluntária há tempos. O meu filho queria muito ir para o rio, então fui buscar umas roupa e uma toalha, quando voltei estava ele e a Ju fazendo uma aposta, se ele entrasse no rio ela ia correr da placa até a estação se ele não entrasse seria ele que ia correr. Aposta feita, o levei até o Cemitério dos Grampos, logo que chegamos lá ele logo foi tirando a roupa e entrado no rio, a água estava muito gelada, o sol nem estava batendo nas pedras ainda, mas mesmo assim ele se encorajou e entrou na água, brincou um pouco e todo roxinho saiu, achei um lugar para ele se esquentar, logo depois subimos e ele logo foi cobrar a apostar, filmei para comprovar e chamei o Mario para ver a Ju correndo.





Gigante e Torre do Sino
Depois de um bom almoço, fomos novamente para o rio, mas desta vez ele não teve coragem de entrar, tiramos algumas fotos e voltamos para o camping, o lugar estava bem vazio tinha no maximo umas 6 barracas, tudo estava tranqüilo.
Logo escurece e fomos para a estação conversar um pouco, o Vini estava bem enturmado com o gaucho e mais uma meninos que estavam acampando la, conversamos e na volta o Vini disse que queria ir embora, pois estava com saudades de casa. A idéia era voltar na segunda, tinha levado bastante comida para 4 dias, não queria voltar com tudo aquilo novamente. Fomos dormir e logo cedo depois do café o levei para a cachoeira do Marumbinistas, voltamos e fiz um almoço bem reforçado para vários amigos que estavam lá. Almoçamos, descansamos e o levei para o Rochedinho, uma caminhada gostosa e descontraída, percebi que ele estava adorando o passeio, e que tudo estava correndo muito bem, foi o melhor presente dos dias dos pais que um pai podia receber, foi maravilhoso. Voltamos, tomamos um bom banho quente, desmontamos tudo e era só esperar o trem de retorno.



Vista do Rochedinho
Fiquei sabendo que na segunda o tempo iria novamente mudar, então pensei que a escolha dele de ir embora no domingo foi ótima. Foi uma das aventuras mais gostosas que eu já fiz, levar meu filho para a montanha e ver o quanto ele gosta é muito bom, não vou pensar duas vezes para levá-lo novamente. Um passeio gratificante que não tem preço que pague.


Um bom rango, jantar para 6 pessoas



Indo para casa


Marumbi vista do Cadeado

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