Montanhas do Paraná e do Brasil

Montanhas do Paraná e do Brasil

Compartilhe

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Uma responsabilidade de todos

Na minha postagem anterior mencionei um fato que me deixou muito chateado em relação ao camping do Marumbi. Fui voluntário duas vezes, e nessas duas vezes lembro sempre de deixar o lugar organizado ou pedir para que o pessoal que acampa la deixe os banheiros limpos e as pia também limpa. Quando chegamos no Marumbi no feriado de Setembro, percebi que tinha poucas pessoas acampando, provavelmente por causa do tempo que não estava nada animador. Os banheiros estavam totalmente sujos, papel higiênicos a perder de vista as pias dos banheiros também muito sujos, as pias do lado de fora estava uma zona, eu e minha esposa demos uma limpada nas pias, mas não tive coragem se quer limpar os banheiro ou pelo menos tentar, tudo estava nojento mesmo. Percebi que arrancaram o bocal de luz que tinha do lado de fora sentido camping. A sensação que tive era de abandono, ou não tem voluntário para ajudar, na minha opinião voluntário é para essas coisas também e não só ficar anotando visitante ou ficar se achando dono do parque. Conheço aquele lugar a muitos anos, e fico até chateado quando vou pra lá e me aparece um que se quer sabe onde fica a Cachoeira dos Marumbinistas A responsabilidade não é só do IAP é també dos montanhistas que vão para acampar ou simplesmente vão para subir e voltar no mesmo dia, mas acredito que temos que nos conscientizar, e ajudar na limpeza, e também, pedir para que o IAP, que “manda la” tome alguma atitude para manter o camping do Marumbi um lugar lindo como sempre foi.







Sem Bocal









segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Feriado com chuva e com trilha.



Saindo de Curitiba
05-09-2011 Segunda-feira, de um maravilhoso sol, um dia lindo em Curitiba, tudo indica que o feriado de 8 e 9 de Setembro vai ser muito bom. Aproveitei que cairia na quarta-feira e fui comprar passagens de trem (que estava mais barato) para descer até o Marumbi e ficar lá esses dois dias de feriado sem fazer nada, no máximo subir o Rochedinho, coisa leve mesmo. Na terça-feira o tempo muda e começa a chover e na quarta-feira não seria diferente. Já na saída de Curitiba o tempo estava um pouco firme sem chuva, mas com o tempo nada instável, não dava para ver nada, alguns turistas que estavam dentro do trem estavam até indignados com o tempo, inclusive minha esposa que nunca tinha viajado de trem pela nossa serra do mar.









O chaminé




Chegamos no Marumbi as 11h00min e logo que descemos do trem a chuva começa a cair, tive que montar minha barraca em baixo de chuva, minha esposa até que ajudou, mas preferi que ela estivesse segura para não se molhar muito. Montei rapidamente, arrumei tudo, fizemos um bom almoço e adivinha o que fomos fazer? Dormir a tarde toda. Acordamos já era umas 15h00min fiz um bom café e como estava muito chato ficar lá e a chuva tinha parado um pouco resolvi leva-la para o Cadeado. Peguei algumas coisas, descemos a estradinha até a saída do Itupava.






O tempo estava feio



Começamos a subir a trilha, algumas árvores estavam caídas no chão, e a trilha estava muito liso, mesmo de bota estava bem difícil andar com segurança. Passamos pelas pontes, e começamos a subir a trilha do Cadeado. A noite começa a cair e quando mesmos esperava já estávamos no Cadeado, um garoa bem fraquinha caia sobre a trilha e não dava para ver nada adiante, contei até a história ou lenda de uma noiva que passa pelos trilhos a noite, nada para temer, pois nunca vi isso, e não acredito muito também, mas conheço uns amigos que já viram (tô fora). Tiramos algumas fotos e descemos a trilha, uma descida que leva em torno de 40 minutos, fizemos ela em 1hora e 20 minutos, estava muito liso e perigoso, uma queda ali poderia machucar e muito, descemos com cautela para evitar quedas, chegamos sem perceber no final da trilha que já estava bem noite, mas não frio, a chuva tinha parado de vez.




Deslizamento na estradinha próximo na Estação Eng. Lange














Escuradão total








Descansando no Eng. Lange
Chegamos na estação do Marumbi as 21:20 da noite, tomamos um banho fizemos um lanche e fomos dormir. No dia seguinte logo de manhã, tomamos um café e fomos para a cachoeira dos Marumbinistas, uma trilha rápida e fácil de fazer, somente precisa achar a trilha que fica depois do começo da frontal, tivemos que empreitar o mato e chegar bem próximo a ela. Minha esposa guerreira como sempre, chegou bem próximo, só não dava para descer até o pé da cachoeira, pois estava muito liso. Voltamos, fizemos um bom almoço, arroz, feijão, carne de sol e salada, coisa chique para aquele lugar, um verdadeiro banquete a dois. Desmontamos tudo e fomos para a estação para pegar o trem para casa.




Cachoeira dos Marumbinistas
O tempo não era dos melhores, não estava frio, mas bem chato, pouco se via. O Pico do Marumbi ficou todo tempo coberto pela serração, mas não deixou de ser maravilhoso esse passeio, melhor ainda é ter feito com a pessoa certa que minha pequena esposa, que comigo sabe muito bem curtir um bom passeio e uma grande aventura, e também digo que amo aquele lugar faça chuva ou faça sol. O pico do Marumbi para minha continua sendo um dos melhores lugares para praticar montanhismo. Somente algo que esta deixando de desejar que vou contar na minha próxima postagem.

Indo pra casa

sábado, 3 de setembro de 2011

Monte Ararat - O segredo da Montanha

Imagem de satélite, supostamente o que sobrou da Arca.
Monte Ararat é a mais alta montanha da Turquia moderna. Tem dois picos: Grande Ararat (o pico mais alto da Turquia e de todo o planalto armênio com uma elevação de 5.137 metros) e o Baixo Ararat (com uma elevação de 3.896 metros). O maciço do Ararat tem de cerca de 40 Km de diâmetro.

O Monte Ararat, na tradição judaico-cristã, está associado com as "Montanhas do Ararat", onde segundo o livro do Gênesis, a Arca de Noé estaria supostamente localizada. Ararat é um estratovulcão, formado por fluxos de lava e de ejeções piroclásticas, sem cratera vulcânica. Acima da altura de 4.200 metros, a montanha é constituída principalmente de rochas ígneas cobertas por uma camada de gelo.
O pico menor de 3.896 m, Baixo Ararat, levanta-se da mesma base, a sudeste do pico principal. O platô de lava se espalha entre os dois pináculos. As bases dessas duas montanhas é de aproximadamente 1.000 km².

A formação do Ararat é difícil de se recuperar geologicamente, mas o tipo de vulcanismo e a posição do vulcão levantam a ideia de que o isso ocorreu quando o mar de Tétis fechou durante o período Neógeno.
Não se sabe quando a última erupção do Monte Ararat ocorreu, não há observações históricas ou recentes de atividade registrada em grande escala. Acredita-se que o Ararat foi ativo no terceiro milênio a.C.; sob fluxos piroclásticos, artefatos do início da Idade do Bronze e restos de corpos humanos foram encontrados.

Monte Ararat
No entanto, sabe-se que Ararat foi abalado por um grande terremoto em julho de 1840, cujos efeitos foram maiores na vizinhança da Garganta Ahora. Uma parte instável da encosta Norte colapsou e uma capela, um mosteiro e uma vila estavam cobertas por escombros.
Para quem estiver interessado de ler um bom livro eu indico o titulo "Segredo no Ararat" (Tim Lahaye & Bob Phillips). Que conta a aventura de um professor universitário que parte em expedição ao monte Ararat com a finalidade de localizar os remanescentes da arca de Noé, quando então descobre que um mal indescritível está prestes a se abater sobre o mundo. É nesta odisséia vertiginosa em sua fascinante busca por relíquias originais dos tempos bíblicos (que teria ficado preservada no cume gelado do monte Ararat, na Turquia, por cerca de cinco mil anos), que o arqueólogo percebe que a descoberta terá seu preço em vidas humanas. Um livro muito bom que eu recomendo.

"No sétimo mês, no dia dezessete do mês, repousou a arca sobre os montes de Ararat." (Genesis 8:4)



Livro O Segredo de Ararat