Montanhas do Paraná e do Brasil

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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Pedalada para Pontal do sul

14/02 nosso primeiro dia de lua de mel

Segunda feira amanheceu com um tempo nada bom, nublado e com boa possibilidade de chuva e sem chance se quer der ir para a praia tomar aquele bom banho de mar. Eu e minha agora esposa resolvemos então fazer algo diferente e com uma boa dose de aventura. Na casa onde estávamos hospedados em Santa Terezinha tem duas bicicletas que estão um pouco tomadas pela ferrugem e pelo tempo, mas acreditamos que elas nos levariam aonde quiséssemos. Almoçamos e partimos la pelas 14h00min em diante. Um passeio muito bom, andávamos pela calçada da praia pela beira do mar e as vezes para economizar um tempo pelo acostamento do asfalto que levava até Pontal do Sul ultimo balneário de Pontal do Paraná. Um vento muito forte começou a tomar conta da beira da praia, como estávamos de costa não precisava nem pedalar muito, o próprio vento nos levava. Passamos por Ipamena, Shangri-la, Olho d’água, balneários que fazem parte de Pontal do Paraná.




Depois de 02h30min pedalando chegamos até o embarque para a Ilha do Mel. Pedimos umas informações, pois estávamos com idéia de passar um dia e acampar em Brasília-Ilha do Mel. Tiramos algumas fotos descansamos um pouco e voltamos para a estrada. Tanto eu e Tanynha não somos muito acostumados a andar de bicicleta, depois desse tempo todo em cima dela, bom já sabe né, a bunda não agüenta rsrsr. Fiz um improviso no banco dela, mas nada adiantou, paramos para comer uma pizza que alias estava muito bom, e partimos novamente para chegar em casa. Dai em diante começou o pesadelo.




Já passava das 18h00min e estávamos a caminho quando a bicicleta dela estragou não podendo mais pedalar, tivemos então que empurrar as duas bicicletas. No começo saímos pelo asfalto sem acostamento, existia certo perigo de acidente, resolvemos então ir pela praia e sempre empurrando, o vento que estava a nosso favor aquela hora agora estava contra nós, um vento muito forte, a chuva também começou a cair com força que chegava a machucar os olhos e fora o frio que começou a tomar conta. Tanynha estava com meu anorak, essa foi minha sorte ter levado senão ela poderia passar muito frio. Continuamos nossa caminha onde o destino era as luzes do horizonte. O vento soprava fortemente que era muito difícil ficar o tempo toda na praia, as vezes pela calçada e as vezes pelo asfalto, a todo o momento procurávamos uma saída melhor para a nossa caminhada. As bicicletas estavam cada vez mais pesadas, mesmo as empurrando parecia que estávamos empurrando uma moto pequena.


Não fomos preparados para caminhar, eu fui de sandália e ela de chinelo, não imaginávamos que era muito distante o lugar e nem imaginávamos que iríamos caminhar. O tempo passava e já era as 20h00min da noite, escureceu e o medo começou a tomar conta, pois sem lanterna ir pelo asfalto sem acostamento não era muito seguro, mas era o único lugar que não ventava muito, mas para evitar um acidente fomos de vez pela praia e pela calçada, quando existia. Tanynha já não agüentava mais empurrar a bicicleta dela então resolvi empurrar as duas. Passamos por uma parte bem deserta da praia, sem casa sem lugar para ficar, o medo era que a maré subisse a qualquer momento. As luzes de Shangri-la estavam muito longe. Caminhamos cada vez mais rápido para chegar nas luzes antes de ser surpreendido pela maré. Já passava das 21h00min quando chegamos nos primeiros postes de luzes, paramos numa daquelas bancas de pesqueiro onde ficamos ali uns 20 minutos descansando e nos aquecendo eu já estava com muito frio, ela estava aquecidas ainda por causa do anorak que a protegeu bem. Ir pela praia ou pela calçada estava muito cansativo e resolvemos voltar pelo asfalto, onde já era possível ir pelo acostamento.


A cidade estava deserta, pouco movimento nas ruas, o meu maior medo foi quando passamos por um ponto de ônibus aonde estava um cidadão muito estranho com a mão na frente da barriga dando a impressão que poderia ali puxar uma arma, mas foi só um susto.


Depois de uma longa caminhada de três horas, chegamos em Ipanema, tanto eu como Tanynha não agüentávamos mais a caminhada e empurrar as bicicletas, a chuva já tinha parado, mas por pouco tempo, logo que chegamos na rua principal resolvemos ir pela calçada da praia para fugir um pouco da rodovia para evitar assalto. Continuamos e a chuva voltava a nos castigar, faltavam ainda uns 3 km, nos deparamos por uma estrada vazia e escura e totalmente deserta, o jeito foi ir pela areia da praia novamente para fugir da estrada escura. E mais uma hora e vinte minutos estávamos na nossa casa. Cansado, todo desgastado e com muito frio, chegamos e bem e a salvos, prontos para contar essa historia para todos.
Uma igual essa vai demoraaaaaaaaaaaaa.


Proxima postagem: Terça nada para fazer, quarta Caioba em baixo de chuva

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