Montanhas do Paraná e do Brasil

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quarta-feira, 11 de maio de 2011

Mãe Catira, Pico 7 e a morte de perto


Depois de uma longa espera finalmente me encontrei com a montanha, resolvemos deixar nossas mamães em casa e bem no seu dia fomos para o Morro Mãe Catira e Pico 7. Para quem não tem carro e quiser ir para la de ônibus basta comprar passagem para o Alto da Serra e descer um 5 km do posto da policia perto do portal de Morretes. Começamos a fazer trilha uma nove da manhã e em menos de quarenta minutos de caminha me acontece uma fato inusitado mais de 20 anos de serra do mar jamais iria imaginar que isso poderia acontecer comigo. Quando passamos pelo primeiro e único rio, logo na subida tropecei com o pé esquerdo e o meu pé direito também entrou na dança. Quando percebi estava caindo num vale onde o rio corta, no mínimo uns 15 metros de altura. Agarrei-me no que podia e com calma evitei a queda, percebi que meu dedo tinha cortado profundamente e sangro muito. Will fez o curativo e perdeu o medo de sangue e a decisão era minha de continuar ou parar ali mesmo, na hora fiquei com medo, mas resolvi continuar. Meus amigos Patrick e Wil que estava mais uma vez nessa empreitada me apoiaram em qualquer decisão. Curativo pronto susto superado e a adrenalina la em cima, continuamos. O tempo estava bem feio, uma serração bem forte tomava conta de tudo, não dava para ver nada. Chegamos ao Mãe Catira depois uma longa caminhada, estávamos todos encharcados por causa da serração. Começamos a descida para o Pico 7 e em uma hora de caminhada já estávamos no cume.

Único registro da queda

Serração no cume do 7


O lugar tem pouco espaço, achamos apenas uma clareira disponível Will ficou em cima de uma pedra em forma de plataforma e eu coloquei a minha barraca no único espaço que tinha.. Patrick também tinha levado a barraca, mas não encontrou outra clareira. A tarde depois do almoçojanta ele ficou na barraca do Will para descansar e a noite dormiu na minha barraca. Com a forte serração nada se via, e a tarde ia caindo e de vez em quando o céu aparecia para dar a sua graça, mas logo era tomado pela serração. Fomos dormir cedo e acordamos com um forte vento, onde eu e Patrick estávamos o vento não incomodava, onde o Will estava nos deixou preocupados. Quando vimos, o céu estava estrelado o vento era forte, mas não frio. Era possível ver as luzes de Morretes e Antonia o trem passando pelo viaduto do carvalho, e pelo Rochedinho. Apreciamos tudo aquilo e voltamos para a barraca.

Mar de nuvens

Ciririca, Agudos da Cotia e PP

Anhangava bem no meio de duas montanhas

Mãe Catira vista do 7

Esse pequeno morro na frente é onde esta localizado o 7

Pico do Marumbi ao fundo

À direita Torre da Prata

Serra da Prata, é possível ver pontos que houve desmoronamento


Um bom café da manha antes de voltar para casa

Will nos acorda as seis da manhã, o sol estava nascendo o dia clareando, tiramos algumas fotos preparamos um café bem forte e nos alimentamos, pois sabíamos que o retorno ia ser pedreira. Levantamos acampamentos e partimos para casa. Nossa preocupação era o ônibus a chance de não pegar o Graciosa era grande. Em três horas de retorno estávamos na chácara do Espalha Brasa. Decidimos então ir até a BR 116, a chance de pegar o ônibus para Curitiba era bem maior, foram 5 km de caminha e em uma hora estávamos no portal de Morretes. Paramos para comer um pastel e tomar um refri bem gelado, foi o refrigerante mais gostos que já tomei, comprei uns dois quilos de pinhões, passamos pelo portal e andamos uns 8oo metros até encontrar um bom lugar para esperar o ônibus e as três da tarde ele passou. Se estivéssemos esperado o Graciosa esperaríamos até as 17h00min da tarde para pega-lo, a decisão foi certa, pois esse horário já estávamos em casa descansando.

Will escrevendo no caderno do Pico 7


Pico 7 vista do Mãe Catira

Ninho de aranha, centenas delas.

Anhangava a esquerda e Curitiba no fundo

Mais uma missão completada e meus parceiro de caminha, Will e Patrick meus sinceros agradecimentos, pois sem eles provavelmente não estaria escrevendo esse blog, eles me ajudaram e muito a passar pelo momento mais complicado dessa caminhada, superar o susto que passei. Todo cuidado é pouco e temos que respeitar a natureza, mesmo com experiência e preciso ficar atento, um tropeço pode te machucar e muito.

Uma parada para um forte lanche estamos próximo da minha queda e próximo a saída

Patrick na casa de pedra

Antes de chegar na estrada da Graciosa, ao fundo vista do Agudos

Mais 5 km de caminha, valeu a pena

Camapuã e Tucum vista da estrada da Graciosa

Mãe Catira e Pequeno Polegar

Final da Caminhada

Fim