Montanhas do Paraná e do Brasil

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terça-feira, 6 de abril de 2010

Marumbi 2010 - parte 1




Esse ano promete mesmo, muitas montanhas avista e voltar para o Marumbi é realmente compensador, principalmente quando você leva a pessoal que você tanto ama. Tanynha minha esposa, já estava me cobrando isso há tempos, depois de algumas aventuras como o Araçatuba, e o difícil Salto Rosário, já estava na hora de algo mais bonito. Ir para o Parque Nacional do Marumbi é gratificante, um lugar lindo e cheio de histórias e montanhas. Abrolhos, Torre do Sino, Olimpo, Gigante, Esfinge, Facaozinho, Boa Vista e o simpático Rochedinho, montanhas que completam todo o conjunto. Fora outros lugares que são ótimos para uma boa caminhada, a Pedra Lascada um bom lugar para rapel, a Cachoeira dos Marubinistas e também o Cemitério dos Grampos com sua piscina natural. E o dia para voltar já estava marcado, feriado de Páscoa, talvez meio arriscado por causa da chance de ter muita gente, nestes feriados é normal encher de turistas, farofeiros e montanhistas que vão para la. A grande maioria sempre é a primeira vez, como é o caso de Tanynha, Rafa e Pedro.



02/04/2010, feriado de Páscoa, por que não aproveitar bem esses dias para se aventurar, a minha idéia de ir para o Marumbi estava engatilhado desde o começo de março, combinei com a minha pequena de ir para la, a idéia era ir de ônibus na quinta feira a noite sentido Morretes e depois pegar um taxi do Sr Plinio até o posto do IAP, mas logo veio a idéia de convidar um amigo meu, Rafael ou Rafa, ele começou agora a se interessar nessas atividades de montanhas, acampamentos e caminhas. Sem nenhuma experiência, mas com uma vontade muito grande topou a idéia de conhecer o Marumbi e nos levar de carro. Marquei com ele um horário que pudéssemos chegar antes de muita gente la, a idéia era chegar as 11:00 da manha, antes do trem e do ônibus da Graciosa, a estradinha que leva até o Eng. Lange é bem longe são mais de 7 km de caminhada bem árduo, muitos usam essa rota por ser mais barato, mas não é nada fácil chegar la. Outros grupos preferem também ir de Itupava, e os que vão de trem são os que mais têm condições. Patrick meu companheiro de montanha na ultima hora topou ir também. Marcamos um horário, Rafa era para estar as 7:20 em casa para nos pegar, eu estava com tudo pronto comprei uma mochila nova da Conquista para Tanynha e mais alguns acessórios, comprei também uma barraca nova, tudo pronto, ela não via a hora de estrear a mochila e mais algumas coisas que tinha comprado para ela. Acordamos 06:00 da manha para arrumar o resto das coisas que faltava, chega a hora de saída e nada do Rafa os minutos vão passado e nada do Rafa, resolvi então ligar para ele, estava num adorável sono de descanso, acordou assustado e percebeu que tinha perdido a hora, já passava das 8:00 da manha e logo veio ligações, chingamentos, reclamações, mensagens do Patrick, pedi para ele esperar que já estávamos a caminho, na verdade não tínhamos nem saído de casa ainda, pois eu ainda estava esperando o Rafa, ele chegou as 8:30, estava bem atrasado, a minha preocupação agora era com o Patrick vulgo "Dourado" que estava nos esperando, ele a qualquer momento poderia desistir de tanto esperar. Saímos as pressas para o seu encontro, no caminho Rafa me explicou que tinha chegado tarde em casa por causa do trabalho, justificativas aceitas, agora era só torcer para o Dourado não ir embora e também torcer para lugares no camping. Ao chegar no destino onde o Patrick no esperava, percebi que ele já estava tendo um filho, depois de acalmá-lo, nos apresentou Pedro que estava de moto, um colega seu de trabalho que mal conhece Curitiba quanto mais a Serra do mar.


O grupo estava montando, eu, Tanynha, Rafa, Patrick (Dourado) e Pedro. Partimos para a Graciosa, a viajem estava tranqüila e poucos carros estavam circulando na estrada velha da Graciosa. Chegamos em Porto de Cima, antes da 10:00 da manha paramos para fazer um lanche numa daquelas lanchonetes, Patrick e Pedro pediram pastel de óleo, e eu, Tanynha e Rafa ficamos no lanche natural que tinha levado. Dava para reutilizar o óleo que saía do pastel. Depois de ver comendo aquele gorduroso lanche partimos para a tia Isabel onde podemos deixar o carro e a moto. Tudo pronto, carro estacionado, mochilas nas costas e pernas para quem te queres. Começamos a caminhada um pouco mais da 10:30, um grupo de amigos meus, estavam indo de Itupava, saíram de Borda dos campos bem de madrugada, e com certeza já estariam la no camping esperando a gente, Dany uma amiga minha tinha combinado de fazer o Itupava junto com um grupo, e Anderson seu esposo viria logo em seguida de moto, pelo mesmo caminho que o nosso.
Os três partem para frente, eu e Tanynha ficamos para trás, não tínhamos pressa mesmo, já estávamos bem atrasado, na minha opinião isso nada ia mudar, agora era só na base da sorte chegar la em cima e ter lugar para acampar. Seguindo em passos lentos, minha pequena estreava sua mochila com orgulho, ainda precisava alguns ajustes, mas conforme íamos caminhando tudo se acertava. Parávamos varias vezes para descansar, ela ainda não estava acostumada com peso nas costas, minha mochila também estava bem pesada. Passamos por vários jovens que voltavam do Itupava.

Paramos na saída da trilha de Itupava para recuperar o fôlego, e dali continuamos a caminhada, tinha muitas pessoas circulando naquela estrada, Patrick, Pedro e Rafa provavelmente já estavam bem pra la do Eng. Lange. Tentado chegar no nosso destino, quando vejo sentada na estrada conversando com meus amigos. Dany, que tinha acabado de sair da trilha do Itupava, acreditando que ela já estava no camping. Percebi que não estava bem, e estava acompanhada de seu amigo, na qual não sei o nome. Dissera que o grupo que ela veio já estavam la em cima, ela me contou que no caminho uma amiga sua acabou passando dos limites e acabou ficando bêbada no caminho, um erro na minha opinião. Segundo ela passaram por situações bem complicadas que tiveram até de se esconder do trem dentro do túnel (outro erro). Fazer Itupava pelo trilho do trem é arriscar a própria vida. Paramos, conversamos um pouco e logo seguimos a nossa caminhada, a deixamos para trás, pois o nosso objetivo era chegar no camping. Minha pequena já estava bem cansada, logo avistei os postes e as casinhas do Eng. Lange, um alívio a estrada estava acabando. Passamos batido pela estação sem parar seguimos para a trilha e logo já estávamos na trilha que leva até a Estação do Marumbi. Em vinte minutos estaríamos em nosso destino.


Avistei uma casa amarela, nada normal, e percebi que era a Estação, destino certo, mas amarela? Percebi que fizeram uma boa reforma na Estação do Marumbi e existe até um projeto de a Estação do Eng. Lange virar museu, mas isso é outra historia. Os meninos partiram para fazer o cadastro e eu torcendo para um camping não muito cheio, avistei uma amiga minha que logo gritava meu nome. Percebi que o camping não estava tão cheio e dava até para escolher um bom lugar, quer sorte nossa. O dia não estava tão nublado, não me preocupei com chuva, montamos nossas barracas, e logo nos ajeitamos.



Fiz um almoço descente, com a ajuda da minha pequena é claro, arroz, macarrão e até um feijão bem temperado, miojo to fora. Dany, tinha acabado de chegar com seu amigo, ela era a única sem teto la. Almoçamos, descansamos e fomos dar um rápido passeio pelo Rochedinho, enquanto isso a Dany descansava na nossa barraca.



Levei Tanynha para conhecer a pedra lascada e também o cemitério. Voltamos, fiz um bom café e tomamos um bom banho. O tempo começou a se fechar e a previsão que era de tempo bom muda um pouco, uma chuva leve começa a cair e o tempo passar. O camping começa a encher, já não tinha muitos espaços. A previsão era que Anderson chegasse la pelo meio dia, mas já se passava das cinco da tarde. Dany tinha colocado sua mochila para marcar território e não deixar ninguém acampar no único espaço que tinha sobrado no camping, ninguém questionou e até respeitaram. A noite chega e a chuva engrossa, já se passava das seis da tarde, Dany me informou que seu marido estava vindo com um casal de moto, e que provavelmente estava sem lanterna, Patrick e Pedro foram então fazer um resgate e desceram até o posto do Iap para ajudar. E a ajuda foi bem vinda mesmo, segundo relatos, eles os encontraram no meio do caminho sem lanterna e o Anderson com mochila pesada, os ajudaram até a chegada na Estação. Um alivio para todos, ajudei a fazer um rango rápido, jantamos e logo fomos para a barraca descansar, a chuva estava castigando la fora. Tudo que eu mais queria era que o tempo estivesse bom no sábado para subirmos o Abrolhos e levar Tanynha na sua primeira subida ao Marumbi. A noite se acalma e a chuva se cessa, se ouvia apenas o barulho do trem, agora era só esperar amanhecer. Subir o Abrolhos ou ficar no camping sendo comido por mosquitos e ouvir a gritaria de algumas pessoas?

Continua...