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Montanhas do Paraná e do Brasil

Montanhas do Paraná e do Brasil

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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

13/10/2013 - Entre cansaços, tombos e arranhões todos sobreviveram.


O Pico do Marumbi é uma montanha que fascina, uma montanha completa, “escalaminhadas”, grampos, correntes e vales. Não que seja uma montanha difícil, pois, é bem sinalizada e demarcada para evitar erros na trilha.  Os seus obstáculos são desafiadores dependendo da trilha que for fazer, é bem exposta. Combinei com o pessoal da Equipe Tiamat de Florianópolis a leva-los para fazer todo o conjunto que se inicia na Noroeste ou trilha vermelha e volta pela Frontal trilha branca. Uma caminhada de aproximadamente de 5 a 6 horas desde o seu inicio, já era minha quinta vez a fazer todo o conjunto.  E as montanhas como a Ponta do Tigre, Abrolhos, Esfinge e o Olimpo já fiz inúmeras vezes.

Acampamento no Sr. Chiro


Levar a Equipe Tiamat para o Marumbi é para mim uma alegria, a equipe é bem formada e experiente e tem excelente caminhada. No sábado combinei um encontro com o pessoal logo no inicio das Prainhas em Ponto de Cima, onde esperei com paciência para um bom churrasco no camping do Sr Chiro.
Acordamos bem cedo no domingo e partimos para o Marumbi, depois de 01h30min de caminhada chegamos à base da montanha, fizemos o cadastro e logo fui questionado sobre a trilha que íamos fazer.  O tempo, o horário, e a equipe experiente e a trilha que conhecia bem, não seria um problema. Estávamos realmente num numero bem grande de pessoas, mas mesmo assim isso não me incomodava. Começamos a caminhar rumo à cima, a Equipe Tiamat me acompanhava e eu passava informações importantes sobre as montanhas e a trilha em que estávamos. O nosso ritmo estava indo bem, calculava o horário de caminhada e conforme chegávamos aos pontos importantes verificava que estava no previsto. Ao chegarmos nas corretes e escadas mais longos a demora era um pouco maior e mesmo assim estávamos de acordo com o horário. Passamos no Vale das Lagrimas com um pouco de dificuldade e mais lento, isso foi importante para evitar alguns machucados que ali causa. Depois de 02h40min minutos de caminhada chegamos à bifurcação Ponta do Tigre/Abrolhos e paramos para fazer um bom lanche. Partimos para a Ponta do Tigre onde começou a aumentar a dificuldade. Até chegamos ao Apartamento foi mais uma hora, e mais uns 30 minutos até a Ponta. Depois de 04h30min minutos chegamos ao nosso destino, paramos e tiramos muitas fotos, percebi que todo o grupo estava firme e forte. O visual estava lindo, poucas nuvens e não muito quente. O nosso destino agora era o Olimpo, na crista do Gigante já era possível ver o cume do Olimpo.

Começo do Vale das Lágrimas 






Lanche forte na bifurcação  P/A

Apartamento 

Cume da Ponta do Tigre


Toda equipe na Ponta do Tigre
A chegada era certa, mas logo percebi que o horário que tinha estipulado começava a ficar difícil de alcançar, porém não estava ali para ver isso, e sim para aproveitar aquele momento com a equipe, não me importava em que horário chegar o importante era chegar bem. Os arranhões começavam a aparecer e as incertezas também. Logo quando chegamos à saída da trilha da frontal, o casal Mario e Assiris, resolveram descer, uns dos motivos era buscar a van no Iap e levar até Eng. Lange que não teve muito sucesso, outra era que sua namorada já estava no seu limite. Continuamos e depois de 05h30min chegamos ao cume do Olimpo. Uma alegria contagiava o grupo, nos seus olhos era visível a emoção de alcançar o conjunto todo, mas também a preocupação de chegar ao final. Diana e Sergio carimbaram no seu curriculum mais uma conquista, Diana que estava acompanhava com seu filho estava numa felicidade imensa. Tereza, André, Lucas, Terezinha, Joara, Viviane, Djalmo, Evanete e Luiz, alcançava naquele momento o cume do Marumbi.
Logo começamos a descer, o drama naquele momento começa a surgir. Com o cansaço em vista e a vontade imensa de terminar a trilha tomava conta de todos. Logo no inicio um susto. Lucas, que caminhava bem a frente escorrega e cai, mas nada de grave, somente algumas escoriações e lembrança da trilha. Com a vontade imensa de chegar no final eu e Terezinha estávamos bem adiantado.  Terezinha teve uma sensação de ficar e esperar o grupo que estava logo atrás. Eu, Tereza, André e Djalmo chegamos no vale dos marumbinista e estávamos bem adiantado. Esperamos o resto do grupo naquele ponto e a demora era constante e a escuridão já tomava conta da montanha e nada se via de luzes na trilha, comecei a ficar preocupado. Depois de mais de uma hora esperado o restante, aparece a Diana. Percebi em seu tom de voz a preocupação, uma das pessoas que nos acompanhava na trilha e que estava caminhado bem, começou a sentir o cansaço. Eu e André partimos correndo para cima a encontrar Sergio e Terezinha que estava ajudando-a a descer. Talvez o despreparo ou a força que se usa para descer os grampos podem ter sido o problema do cansaço muscular que ela apresentava. Levamos água e ajuda. Diana partia com o grupo para terminar a trilha enquanto eu e Sergio descíamos o restante. Trechos que se leva 10 minutos para terminar chegámos a fazer em uma hora e meia. Cada passo era importante e minha preocupação de chegar em casa já era eminente. Quando estávamos a uns 30 minutos de terminar a trilha aparece o Cosmo (grupo de resgate a montanha) para fazer o resgate. Sem necessidade na minha opinião, pois todos estavam bem, o único problema era o cansaço muscular que tomava conta de um dos integrantes do grupo que com muita força de vontade queira terminar como uma guerreira em uma grande batalha.


Torre do Sino e Abrolhos vista na trilha da Ponta do Tigre



Sapo montanhista
A caminhada chega a seu final depois de onze horas de trilha e ainda tinha a descida até o Iap na estrada do Eng. Lange. Minha preocupação agora era avisar minha esposa que estava bem. O único trecho que poderia ligar era no final da estrada, próximo onde acampamos, a outra preocupação agora era minha gasolina que estava bem abaixo do reserva, santo carro palio que me levou até o primeiro posto depois de mais de 30 km, cheguei em casa morto de cansaço, mas muito feliz, pois é mais uma história de aventura que posto nesse blog.

Parabéns a toda equipe Tiamat que vieram de Florianópolis para fazer essa montanha. Parabéns a todos por essa conquista. Independente do que aconteceu o importante é que todos chegaram bem. Pois, fazer o conjunto do Marumbi é mais que fazer uma montanha é sim conquistar e desafiar seus limites. 


André e ao fundo Olimpo

No cume do Olimpo





Encosta da Esfinge




Abrolhos vista do Ponta do Tigre

Ciririca, PP e Agudos da Cotia

Torre do Sino


sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Origens e evolução da Serra do Mar

Segue para todos uma super postagem para quem quer conhecer a origem e surgimento da serra do mar.
Eu li e achei super interessante, vale a pena conhecer. O texto está postada no Alta Montanha por Pedro Hauck. Clique aqui

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Prefeitura de Campina Grande do Sul desapropria acesso ao Pico Paraná

Estrada de servidão dentro da Fazenda Pico Paraná, que dá acesso à montanha mais alta do Sul do Brasil foi desapropriada com o intuito de tornar gratuita a entrada à montanha.
Fonte: Redação e Prefeitura de Campina Grande do Sul
A prefeitura municipal de Campina Grande do Sul – PR, desapropriou o leito da estrada de servidão que dá acesso ao maior conjunto de montanhas do Sul do Brasil. O objetivo, segundo o site da prefeitura, é tornar gratuito o acesso ao Parque Estadual do Pico Paraná, onde fica a montanha com nome homônimo e outros picos que são muito populares no montanhismo brasileiro.
 
O Parque do Pico Paraná foi criado através do reaproveitamento de terras devolutas no ano de 2002, mas nunca recebeu infraestrutura. Circulado por propriedades particulares, ele não tinha acesso público, apenas pela fazenda Pico Paraná que cobrava a quantia de R$ 10.00 por pessoa e acréscimo de mais R$5.00 se o visitante chegasse entre as 18 e as 22 horas.
 
A cobrança, que não é a única em montanhas no estado, era bastante criticada e gerou diversos episódios polêmicos. A Fazenda, por sua vez, oferecia camping, estacionamento e uma casa de apoio ao visitante por este valor.
 
Desapropriação
 
De acordo com o proprietário da fazenda Pico Paraná, Dilson Serigheli, os funcionários da Prefeitura de Campina Grande agiram com truculência e usando um trator destruíram a porteira de sua propriedade e o curral onde ele criava cabras. “Eles botaram pra baixo minha porteira e do dia para a noite minhas cabras ficaram sem lugar para dormir”. O Fazendeiro ainda afirma que não recebeu o dinheiro da desapropriação e a quantia oferecida é menos da metade do que ele precisaria para cercar os novos limites da propriedade.
 
De acordo com a prefeitura, quem irá fazer o controle do acesso ao Pico Paraná será o Instituto Ambiental do Paraná – IAP. Uma nova base será construída para recepcionar os visitantes.
 
Recurso
 
Quem esteve neste final de semana no Pico Paraná ainda teve que pagar para acessar a montanha. O proprietário da fazenda afirma que está entrando com recurso contra a prefeitura. Ele não concorda com o valor da indenização, que de acordo com ele é de R$15 mil. E diz que a prefeitura deveria desapropriar a fazenda inteira pelo valor de mercado e não apenas o leito da estrada que tem apenas 500 metros.
 
“Eu escolhi viver do turismo e com isso preservar a natureza. Antigamente aqui era somente pastagem e apenas na minha propriedade é que a mata nativa se recuperou. Diversos vizinhos plantam pinus e tem atividades econômicas que geram impactos ambientais. Eu preservei a natureza e agora vou perder a principal fonte de renda da fazenda”. Desabafou Serigheli.