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Montanhas do Paraná e do Brasil

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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Rapel no Anhangava


Anhangava é a montanha escola do Paraná, com adoráveis vias de escalada. Como tinha dito no blog anterior, resolvemos começar bem 2010, levando um pessoal para fazer rapel em uma das vias do Anhangava "Caninana".


Num total de 9 pessoas, chegamos no Chiquinho as 09h20min estávamos bem atrasados. Começamos a nossa caminhada e em menos de uma hora já estávamos na "Pedra do Almoço", onde paramos para tirar muitas, mas muitas fotos. Encontrei um colega meu de trabalho que estava fazendo "Andorinhas" com seus filhos, a mais novinha tinha menos de 6 anos, uma graça, corajosa e valente com a ajuda do pai na escalada e eu fazendo o Seg dela,

chegou até o final da via e isso é muito legal, já está ensinando os passos de montanhismo. Enquanto isso Anderson um escalador experiente e Patrick,

hoje conhecido como o novo Dourado de Curitiba por causa do corte do seu cabelo que lembrava o Dourado do Big bost..., foram fazer a Via Caninana.

Patrick teve a primeira experiência de fazê-la guiando, um sucesso, o menino já está num bom nível. Enquanto isso ficamos bem de boa na Pedra do almoço, fazendo uns boulders e esperando os dois voltarem.


Um sol forte, mas com uma sombra maravilhosa e sem nada de mosquito, resolvemos então subir as escadinhas do Anhangava, entrando as direitas com um pouco de dificuldade, e sem visão da trilha chegamos no final da via da Caninana, onde começou os preparativos para o rapel de mais de 50 metros.


Rafa era o único da turma que nunca tinha subido numa montanha, imagina fazendo um rapel desta proporção, tanto ele quando minha amiga Jô estavam fazendo rapel pela primeira vez, os dois tremiam.

Rafa mesmo ficou um bom tempo sentado na pedra logo acima da via tentando respirar fundo e tomar coragem,

a Jô mesmo nem respirava estava concentrada no que iria passar e estava determinada, em nenhum momento teve vontade de desistir.

Depois de terminar toda a parte de ancoragem das duas cordas uma do Anderson e outra do Patrick começaram a descida. Primeiro o casal vinte, Anderson e Dany. Ambos com experiência foi uma descida tranqüila, fazia mais de 1 ano que a Dany não fazia nada, pois ela tinha acabado de ganhar um neném, estava ansiosa para começar. Anderson então ficou em baixo para fazer o anjo em caso de qualquer imprevisto.

Depois foi a descida da Jô e do Patrick. Patrick tem ótima experiência, mas para a Jô um desafio, no começo da descida até fácil, mas quando chegaram no platô, logo senti a garra e força da vontade da Jô na sua decisão de ir até o final. Patrick conversando com ela no platô da Caninana observei o seu rosto e com a cara fechada só vi um forte "sim vou até o final", parabéns Jô você demonstrou firmeza e coragem.

Depois de esperar um pouco o Patrick com as cadeirinhas para continua a descer. Chegou a minha vez e a vez da minha pequena aventureira, Eu e Tanynha descemos com tranqüilidade, era a primeira vez que ela ia pegar uma negativa no rapel, a descida foi tranqüila sem preocupação, Anderson que estava no anjo até brincou com ela a balançando, ela adorou, essa é minha menina.

Cheguei embaixo e logo abracei a Jô dando parabéns para ela. Em seguida veio o Geromo um escalador experiente e a Diana, uma menina forte sem medo era seu terceiro rapel e também o primeiro com negativa, ela foi tranqüila, já fez rapel até no Salto dos Macacos, mas ali era diferente uma visão daquele nunca se esquece.
Como eu estava agora no anjo resolvi então brincar com ela, balançando para lá e pra cá, recebi vários nomes que não vou citar aqui para não denegrir a imagem do meu blog, mas sei que ela adorou a brincadeira. Geromo subiu novamente para ajudar o Patrick, pois o desafio maior vinha agora, Rafa por sem totalmente sem experiência, mal conseguia ficar em cima de uma pedra que dividia a ancoragem do rapel da parte de cima da trilha, como não estava la em cima para relatar como foi seu inicio de descida, posso dizer que foi bem. Houve um pouco de demora, mas acredito que não foi por causa de indecisão. Em pouco tempo já foi possível vê-los no platô, Rafa estava de parabéns, desceu com confiança e segurança, com a ajuda do Patrick tudo saiu bem, resolvi brincar um pouco balançando-o, teve um pouco de resistência do Patrick achando que ele não ia gostar, que nada o Rafa adorou e pediu até mais.



Logo em seguida o Geromo desce recolhendo tudo. O sol estava muito forte quase não tinha sobra para se esconder o jeito então foi voltar para casa, em pouco tempo já estávamos la embaixo e com algumas informações fomos para um riozinho que estava abaixo da montanha, uma pequena cachoeira com um delicioso e pequeno lago. Minha Tanynha logo foi dar um mergulho na cachoeira, a Dany logo disse "ela é teu numero mesmo Nado". Uma menina muito corajosa. A água estava bem gelada, Anderson e Rafa também entraram, eu só fiquei vendo, à vontade não me faltava e decidi não me molhar por inteiro, por causa da volta.
Depois do retorno da trilha pegamos os carros e moto e fomos para casa, com mais uma missão cumprida. Começamos 2010 bem e logo terá mais aventuras para conquistar. Parabéns Rafa e Jô por esse feito realizando. Obrigado, Diana, Geromo, Anderson, Dany e Patrick, por mais uma ótima companhia. E principalmente você minha Tanynha, que sempre esta comigo ou eu for. Amo você.
Valeu, até a próxima aventura.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Montanhistas abrem nova via em Pancas (ES)

Os montanhistas Oswaldo Baldin e Paulo Henrique Munhoz abriram uma nova via na parede da Pedra do Operário, que fica na cidade de Pancas (ES). Nomeada de “MissPanca”, o novo desafio para os amantes de escalada tem 330 metros de altura, com vias graduadas em 4º e 5º.

“A via MissPanca tem uma escalada variada: tem enfiada em livre de 4º com exposição E3, passando por enfiadas em cliff (A1) que podem ser liberadas e mandadas em livre futuramente (protegidas em E2), até as duas enfiadas finais, que, apesar de serem fáceis (3º), não tem nenhum grampo intermediário, somente nas paradas a cada 50 metros. Então, a via com sua variedade é garantia de diversão”, contou Baldin.

Segundo o escalador, o nome MissPanca surgiu depois de todo o trabalho que a dupla teve para chegar ao topo da montanha. “O desgaste decorrente do calor havia nos exigido bastante e, graças a ele, surgiu o nome da via”, explicou.

Ao todo, foram batidas 31 chapeletas, com todas as paradas duplicadas e com malha rápida, o que deixa a via pronta para o rapel.
O Espírito Santo é conhecido pelo grande potencial de escalada, exatamente por possuir uma enorme quantidade de montanhas. Duas das vias mais famosas do estado são a histórica Chaminé Brasília na Pedra da Agulha, conquistada em 1959, e outra na Pedra da Gaveta.

As montanhas mais perigosas acima dos 8 mil


Annapurna

Chegar ao topo de ao menos uma das quatorze montanhas com mais de 8.000 metros de altitude que existe no mundo é a vontade da grande maioria dos montanhistas, mas escaladas desse tipo envolvem muitos riscos, já que o oxigênio passa a ser escasso a o ar rarefeito dificulta a respiração, além das dificuldades técnicas de muitas delas.

As montanhas têm diferentes graus de dificuldade de escalada, mas um dos fatores para essa medição é o percentual de sucessos na ascensão desses montes. Segundo lista divulgada no livro Anécdotas de Montañas, de Julio Godoy, a montanha mais alta do planeta, o Everest, tem 8.850 metros de altitude e é a décima montanha mais perigosa do mundo, com 8,3% de mortes entre os aventureiros que resolvem subi-la.

A primeira mais perigosa é o Annapurna, no Nepal, com 8.078 metros, e 40,15% de mortes dentre as 137 ascensões, ou seja, desse total, 55 pessoas morreram. Só que esta montanha tem praticamente a metade de ascensões que a segunda e a terceira colocadas, que são Nanga Parbat (8.126m), no Paquistão, com 228 ascensões e 62 mortes (27,19%), e K2 (8611m), considerada entre os montanhistas como a montanha mais perigosa do mundo, mas que na lista do livro aparece apenas em terceiro lugar, com 249 ascensões e 60 mortes (24,10%).

A maioria dos montanhistas não concordam com o ranking feito por Julio Godoy, que ainda coloca o Cho Oyu, no Nepal, o quinto monte mais alto dentre os com mais de oito mil metros como o último mais perigoso do mundo, com 36 mortes, dentre as 1.713 ascensões, ou seja, apenas 2,1% de risco.

Confira lista completa de risco de ascensão das 14 montanhas com mais de oito mil metros de altitude, segundo Anécdotas de Montañas, de Julio Godoy :





1 - Annapurna (8078m):..............Ascensões -137.....Mortes -55 (40.15%)
2 - Nanga Parbat (8126m):........ Ascensões – 228.... Mortes -62 (27.19%)
3 - K2 (8611m):............................ Ascensões -249 .....Mortes - 60 (24.10%)
4 - Manaslu (8156m):................. Ascensões - 240..... Mortes -52 (21.67 %)
5 - Kangchenjunga (8598m):..... Ascensões - 185..... Mortes - 40 (21.62%)
6 - Dhaulaguiri (8172m): ............Ascensões - 321.... Mortes - 56 (17.45%)
7 - Makalu (8481m): ...................Ascensões - 225 ...Mortes - 24 (10.67%)
8 - Gasherbrum I (8068m):...... Ascensões - 220.... Mortes - 22 (10%)
9 - Shishapangma 8012m):....... Ascensões - 222..... Mortes - 19 (8.56%)
10 - Everest (8850m):............... Ascensões - 2240 ..Mortes - 186 (8.30%)
11 - Broad Peak (8051m):......... Ascensões - 267..... Mortes - 18 (6.74%)
12 - Lhotse (8516m):................. Ascensões - 278..... Mortes - 9 (3.24%)
13 - Gasherbrum II (8035m):. Ascensões – 686... Mortes - 18 (2.62%)
14 - Cho Oyu (8201m):............. Ascensões - 1713... Mortes - 36 (2.1%)