Montanhas do Paraná e do Brasil

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quarta-feira, 7 de abril de 2010

Marumbi 2010 - parte 2

Reginaldo, Tanynha, Rafa, Pedro e Patrick


Durante a madrugada acordava para ver se estava tudo bem, Tanynha dormia ao meu lado, coberta com o saco de dormir, o frio começava a tomar conta da noite não conseguia discernir barulho de trem com barulho de chuva. Parecia que a chuva tinha finalmente terminado, mas não quis sair para fora para ver. Não queria que o frio entrasse na barraca.

Estação do Marumbi

O Dia amanhece, começo a ouvir barulhos de trabalhadores da ALL e também de algumas pessoas que estava acampando, verifiquei o horário, já era 6:20 da manha, levantei e só ouvi o Patrick dizendo, "vou fazer todo o conjunto".

Sábado no camping

Era bom sinal significava que o tempo estava bom la fora. Sai da barraca e tudo estava se confirmando, o dia estava bem claro, não tinha sol, poucas nuvens e sem serração. Preparei-me para um café e da decisão de subir a montanhas. Estava com a idéia de subir o Abrolhos, é uma montanha fácil, com duas horas já estava no cume. Queria apenas mostrar para Tanynha e levá-la até la em cima. Ela também saiu da barraca, Rafa que até então não tinha decidido resolveu subir também, Pedro que demorou sair da sua barraca também tomou a decisão. Tomamos um café rápido, nos preparamos, arrumei a mochila de ataque e saímos, mas precisamente 8:40 da manha.


No começo tranqüilo, até chegar na primeira escadinha é sobe morro mesmo, se agarrando nas raízes, e subindo montanha a cima. A primeira hora foi bem tranqüila, parávamos para descansar pois os três não estavam preparados. Pedro e Rafa seguiram a diante enquanto eu e Tanynha fomos bem devagar, levei um radio comunicador e assim que podia entrava em contanto com Patrick.


Ele citava que no alto da montanha tudo estava bem fechado sem visibilidade e bastante escorregadio por causa da chuva. Pedro começou a reclamar do pé, me mostrou e vi que estava bem machucado, o orientei a descer dali mesmo antes de chegar muito alto e acabar nos atrasando, mas mesmo assim ele persistiu na caminhada. Patrick nos comunica que já estava no cume da Ponta do Tigre e que já não era mais possível ver muita coisa la de cima, pois a neblina já tomava conta dos pontos mais altos da montanha.

Subindo a primeira escada


Logo chegamos na primeira janela, foi possível ver toda a serra abaixo de nós, era possível ver tudo. Do nosso lado esquerdo dava para ver os paredões do imponente e misteriosa Esfinge. Os meninos já estavam bem distante de nós, e logo em seguida chegava o primeiro desafio dela, subir as correntes do paredão antes da grande escada. Deixamos um pessoal que estava embalado subir primeiro e logo em seguida era a nossa vez.

O desafio da corrente

No começo até foi bem, mas quando chegou na barrida do paredão, onde se exige mais força fiquei preocupado, ela não alcançava e sem força não conseguiu prosseguir a diante do paredão. Pedi para ela voltar, o medo tomou conta dela, mas percebi que tudo que ela queria era prosseguir. A orientei ir para um platorzinho do lado direito, onde tem uma saída, um descanso. Ali ela pode permanecer sem precisar da correte, subi onde ela estava. Pedi mais uma vez para ela descer, mesmo assim ela persistiu tentando achar uma forma de subir, foi então que tive a idéia de fazer um pé de apoio. Se somente aquele pequeno trecho era o problema porque não ajudá-la somente naquele trecho que até é considerada difícil mesmo. Levei a corrente onde ela estava, juntos fomos até a continuação do paredão, me segurei na corrente, coloquei o pé direito fixamente no paredão e pedi para ela pisar no meu pé para fazer uma espécie de pé de apoio, pedi para ela usar toda a sua força para passar naquele trecho e com força ela continuou, liberei a corrente para ela e assim ela chegou até o final da corrente prosseguindo pela escada.

Na bifurcação Ponta do Tigre/Abrolhos


Assim conseguimos chegar na segunda janela e prosseguimos nossa caminhada até a bifurcação onde os dois nos esperavam. Esquerdo "P" Ponta do Tigre direita "A" Abrolhos.

Seguimos para Abrolhos, já estávamos bem próximo do nosso destino. Rafa já estava bem cansado e Pedro com o pé já bem machucado, estava preocupado com ele de acabar travando na volta e ter que acionar o Cosmo (resgate em montanhas) para resgatá-lo, ele estava determinado até o fim. Como já prestou serviço ao exercito e já deve ter passado por situações parecidas então confiei nele.

Nas nuvens
Comecei a avistar alguns montanhistas na trilha da Ponta do Tigre, significava que já estava perto. Avistei a ultima escada, agora era só comemorar. Pedro e Rafa já estavam contemplando a conquista e eu filmava Tanynha na sua ultima escada.


Tanynha no seu primeiro cume do Marumbi
Estávamos no cume falso do Abrolhos. Seguimos mais adiante para o cume onde já tinha alguns jovens que ora passaram por nós antes na corrente. Perdi o contato com o Patrick pelo radio, ficamos la uma meia hora, fizemos um lanche. No cume tinha pouco visual, não era possível ver a nossa frente do lado esquerdo a serra do mar, mas era possível ver toda a baia de Antonina e Morretes.

Tanynha escreve no caderno alguns relatos da subida, Rafa aproveita para ligar para sua mãe e contar o feito realizado enquanto eu gravava tudo, conversamos um pouco com um montanhista já bastante experiente que estava la em cima tirando fotos, e partimos para a descida.


Rafa contemplando a vitória
Na descida foi bastante tranqüila, quanto menos percebemos já estávamos na corrente novamente. Para facilitar a vida da pequena, depois da descida do Rafa e do Pedro, desci e fiquei naquele mesmo platô, ali fiquei esperando ela descer até onde eu estava, fiz novamente o pé de apoio e assim ela seguiu até la embaixo do paredão. Continuamos nossa descida e assim fomos juntos até chegarmos na ultima escada, pedi para os dois seguirem adiante e avisar o Patrick se ele estivesse la para fazer algo para comermos, pois estávamos com muita fome. Já passava das 14:30 horas e estávamos terminando a trilha. Compensador, gratificante e vitorioso. Tanto Tanynha, Pedro e Rafa que fizeram a montanha pela primeira vez estão de parabéns. Voltaram são e salvos e cada um com suas historias para contar.

Descendo o Abrolhos


Rafa descendo a corrente

Depois da baixa no posto do IAP seguimos para o camping, o pessoal tinha feito um almoço mas, miojo com sardinha, na hora dispensei e também não ia sobrar mesmo. E fiz meu almoço usando algumas coisas que ainda tinhamos, arroz, feijão, calabresa e ainda fizemos uma salada. Patrick já estava no acampamento nos esperando e estava com fome ainda, depois de terminado o almoço ele ainda bateu um pratão.

Tanynha no termino ta trilha
Como estávamos como planos de descer no sábado mesmo, arrumemos tudo, desmontamos as barracas e partimos para a estradinha do Eng. Lange. Chegamos no posto do IAP já era noite, cansados mas felizes. Pegamos o carro e partimos para a BR 277, agora era só contemplar a vitória em casa.
Tudo deu certo, o tempo agradável, a subida ao Marumbi, o clima, o camping que não estava cheio. Uma aventura ótima e bem aproveitada e graças a Deus deu tudo certo. Chegamos bem em casa, contando bastante historia e nos preparando para mais aventuras.

Parabéns a Tanynha, Pedro e Rafa pela sua primeira conquista e por Patrick por fazer o conjunto todo da noroeste a frontal sozinho.

Até a próxima aventura

De volta para casa



2 comentários:

Reginaldo Mendes disse...

ai galera espero q gostem, abraço

Marinho disse...

Caraca maluco... haushasu

foi massa... so alegria... e muita hístoria...
A dani sem barraca... Chuva.. Miojo com sardinha é loko.. Pastel de Oleo... gente Bebim e na linha do trem... A taz hsuhau... Quase falta de gasolina.. pé com bolhão... hausha

massa.. até a proxima..