Powered By Blogger

Montanhas do Paraná e do Brasil

Montanhas do Paraná e do Brasil

Compartilhe

sexta-feira, 25 de outubro de 2024

Travessia Reserva Lagamar - Por Vanderlei de Castro: OS PREPARATIVOS

"Se você estará, eu estarei sempre" - Vanderlei de Castro



















           


Me chamo Vanderlei de Castro tenho 46 anos, nasci na cidade de Capanema PR no dia 11/12/1977. Filho de Valdemar de Castro e Otília Teodora de Castro. Tenho dois irmãos: Nair e Valdecir. E tenho uma filha linda e maravilhosa que amo de paixão, minha bebê Bárbara. Como profissão trabalho na área da segurança patrimonial.






Não gosto de me denominar montanhista, mas sou um apreciador ferrenho de trekking. Pois desde 94 que faço trilhas de montanha. Já tive algumas experiências também fora do Brasil, na Itália região do Monte Sibillini, Trentino e também as montanhas da Áustria ali próximo a Trentino. E também na divisa de Aosta, e na França. Mas a grande maioria das trilhas feitas até então são aqui no Brasil.

Minha montanha preferida é o Conjunto Marumbi, pois costumo dizer que aquele lugar tem vida própria. De trekking longo a seis anos atrás fiz a travessia da praia mais longa do mundo em extensão a Praia do Cassino, uma bela experiência e um lugar incrível.


 

 



Travessia da Reserva Lagamar

A alguns anos atrás acabei ouvindo sobre a tal Travessia Lagamar, fui atrás de informações e percebi que Lagamar era muito mais do que só a travessia tradicional em si, pois começam a travessia em Cananéia, ilha do Cardoso, Superagui e saem em Paranaguá. Porém a reserva Lagamar abrange bem mais e assim nasceu a chama do novo desafio, uma chama que nem sabia por onde começar, mas que de uma forma ou de outra faria. Então, um tempo depois meu nobre amigo Reginaldo Mendes postou alguma coisa relacionado a travessia e então resolvi conversar com ele e ele só fez aumentar ainda mais minha chama para o desafio único. E lá foi eu dando uma parada em tudo sobre a reserva Lagamar. E vendo que a reserva começa no continente, na cidade de Iguape SP, abrange Ilha Comprida, ilha de Cananéia, ilha do Bom Abrigo, ilha do Cardoso, ilha de Superagui, ilha das Peças e também ilha do Mel. Puts, a adrenalina subiu, explodiu aquela chama do desafio e bora concretizar a mesma. Não sabendo quantos km daria de caminhada, mas já tinha em mente ao menos 12 dias para segurança.




Tentei fazer em Dezembro de 2023, mas acabei desistindo por causa de problemas nos joelhos. Mas 2024 não ficaria de fora e tirei férias em Outubro, planejei todos os equipamentos que iria levar entre roupas e alimentação. Tudo certo, material conferido, então lá vamos nós... No dia 08/10/2024 às 11:40 da manhã embarco no ônibus da Princesa dos Campos rumo a cidade de Registro e de lá pegaria outro ônibus até Iguape, onde já no dia seguinte começaria minha Travessia da Reserva Lagamar. Cheguei em Registro as 15 horas e já fui comprar passagem para Iguape pela empresa Valle Sul, que tinha para as 16 horas. Coração a mil, pois logo estaria na cidade encantadora de Iguape. Às 17:50 já estávamos chegando na cidade. E logo percebi o grande rio Ribeira com sua extensão infinita de águas que banham aquela planície. Então vejo uma ponte tipo passarela que dá acesso ao outro lado do rio, o ônibus parou num ponto próximo para desembarcar algumas pessoas, e eu num impulso também desembarquei! E foi a decisão certa, embiquei na passarela e fui dividindo espaço com transeuntes dos dois lados e uma tramoia de bicicletas, mas todos se respeitando e eu o alvo de todos ali, pois olhavam para mim com aquele olhar questionador, “quem é esse cara com roupas coloridas e uma mochila dessa....”risos, eu pensando comigo mesmo: " nem liguem, sou louco mesmo"



rio Ribeira



Ao passar do outro lado do rio peguei o sol se pondo e refletindo seus raios sobre o rio, que espetáculo. Mas eu tinha que acelerar para o centro histórico da cidade onde tinha visto sobre um hostel e fui perguntando para as pessoas a direção da Basílica e santuário do Bom Jesus de Iguape e quando percebi já estava lá. Aí perguntei sobre hostel, mas um senhor não sabia o que era, expliquei a ele e então me falou, “segue a rua e vai ver plaquinhas de aluga se quartos”. Quase no final da rua das Neves encontrei uma indicação de quartos para alugar, bati na porta e logo apareceu uma mocinha que me atendeu sorridente. Perguntei se tinha quartos e ela já foi falando que sim e convidando para entrar, achei até estranho, nem me questionou muito, mas depois percebi que o pessoal são muito gente boa e não tem a maldade das cidades grandes, confiam muito mais. Então me alojei no quarto que tinha uma cama de casal e uma beliche. E logo saí, pois queria ir até a Basílica agradecer e pedir a proteção do Bom Jesus de Iguape (Basílica muito linda por dentro) e também queria passar na panificadora para comprar uns pães para meu jantar a base de sanduiche de pão e salame. Voltando ao hostel tomei aquele banho e “bora” dormir, pois no dia seguinte a expedição começaria oficialmente.



Museu Iguape


Centro Histórico de Iguape








Igreja de São Benedito



Basílica e Santuário do Bom Jesus de Iguape

Continue... (clique para o dia seguinte)

segunda-feira, 24 de junho de 2024

Pico Agudos - Sapopema - Pr


Principal pedra para lindas fotos 

Localizada no vale do rio Tibagi no município de Sapopema - PR o Pico Agudos com seus 1100 metros é ponto mais alto da região do norte do Paraná. Para chegar até a base da montanha é preciso pegar uma estrada de chão de aproximadamente 20 km, a estrada é até boa, porém em dias de chuvas pode ser um pouco mais complicado. É necessário fazer reserva e existe algumas regras para os dias de semana.  O contato para a reserva é 43 99868 8280, eles cobram uma taxa de R$ 30,00 (até a data desse post). Nos finais de semana não é necessário guia, mas para quem não tem muita experiência em trilha, até recomendo, principalmente para passar nos últimos trechos de “escalaminhada”, tanto por corrente como por grampos. 

Na parte final da trilha tem dois caminhos que você pode escolher. Os Grampos é a passagem mais fácil, mas bem mais movimentadas, pelas corretes tem sua dificuldade, porém não tem muitas gente tentado subir. O tempo de subida leva em torno de 40 min até 1h:30h dependendo do seu preparo físico, nós levamos 1h:14m, devido a quantidade de gente na trilha e também para acompanhar os nossos. A descida é mais rápida levando em torno de 40 minutos ou até menos. Não é permitido acampar no morro e nem tem muito espaço pra isso, mas na base tem camping e também na região mais próximo ao morro. A subida não é das mais difíceis, para quem conhece nossa montanhas aqui no Paraná é como subir o Capivari Mirim e faltando uns 200 metros para finalizar o morro, começa alguns trechos de corretes e escadas, mas nada muito difícil de encarar. 


Existe dois lados para subir, as escadinhas (grampos), muito parecido com as do Morro do Canal e as corretes que já quer um pouco mais de habilidade e força.  Não tem água durante todo o trajeto da trilha, então recomendo levar a sua própria água.  Não vi lugar para abastecer na base, pois levei minha própria água. Recomendo então trazer de casa e ficar pronta pra trilha. No cume do morro é possível avistar toda sua beleza, tanto o vale do rio Tibagi que corta a montanha, e toda a planície em sua volta. Em seu cume é possível andar em toda sua plataforma, tirar linda fotos em algumas pedras e visitar tanto o lado norte quanto o lado sul do morro. O lado sul mesmo tem uma vista incrível e de frete um castelo de formação rochosa. 







A trilha em si é bastante movimentada, então já se prepara para pegar muita gente na trilha e disputar um lugar para foto, existe até fila para tirar na principal pedra da montanha. Já vai preparado o seu psicológico para enfrentar muita gente no morro. Mas vale a visita, o lugar é lindo a estrada até o morro não é muito ruim, sendo possível chegar com facilidade. Na base tem uma estrutura que não é lá grandes coisas, mas dá para se trocar para a longa voltar pra casa e também até um banho de água gelada. Caso queira na volta, tem lugar nas proximidades para lanche ou refeição, tem duas opções, o restaurante França contato 43 98402 1917 que serve buffet e também o restaurante Cachoeira da Mata 43 98424 0825 que além do buffet tem uma cachoeira, a uns 15 minutos do restaurante (trilha). Não chegamos a parar para saber se é bom ou não, mas pelo que eu li nas avaliações é bem positivo.

Algumas recomendações: Traga seu lixo de volta, não se arrisque muito no cume da montanha, existe lugares no cume bem expostos e muito perigoso, cuidado com as pedras mais lisas, pois pode ser falta.

A vista é linda e aprecie sem moderação.

Wikiloc Pico Agudo





sexta-feira, 23 de junho de 2023

Minha ultima Trilha do Itupava relato do dia 10/06/2023



Com 20 km de extensão a trilha do Itupava ou caminho do Itupava é desafiado por si só, uma trilha complexa de muitos detalhes e história. Para todos aqueles que estão iniciando a sua atividade em trilhas e montanhas, recomendo fazê-la pelo menos uma vez na vida! Desde 92 quando inicie minha atividade de montanhismo, a trilha do Itupava foi a primeira que conheci, embora a primeira vez que fui não tive uma boa experiência e resolvi ficar no Pão de Loth, mas isso fica para uma outra história. Após mais de 30 anos fazendo Itupava, dia 10/06/2023 foi minha aposentadoria dessa trilha maravilhosa e cheia de histórias. 

Lá estava eu sentado em uma sala de aula, fazendo a minha sétima série, já bem atrasado nos meus estudos, com dezessete anos e sem nada de experiência de vida, quando colegas de turma me convidaram para fazer uma trilha, que era nada mais nada menos que a trilha do Itupava. Foi a primeira experiência negativa em relação a essa trilha, tendo que voltar no dia seguinte pra casa bem chateado! O motivo? O tempo não ajudou muito. Mas no outro fim de semana resolvi tentar novamente com esses meus colegas, e pronto, me apaixonei por trilhas e montanhas e então não parei mais!

Em 2019 antes da pandemia, resolvi encerrar a trilha do Itupava, pois pra mim já estava de bom tamanho e já estava bem cansado de faze-la. A meta era focar somente nas que ainda não fiz e, que ainda pretendo fazer novamente. Porém, fotos e vídeos foram perdidos e também estou com projeto de marcar todas as trilhas que já fiz no meu wikiloc e ajudar outros montanhistas a seguir esse caminho.

Resolvi então mais uma vez fazer essa trilha, procurei alguém que topasse baratear. Alugamos uma van, rachamos em 19 pessoas, e, neste ano de 2023, finalmente, marquei a minha despedida dessa trilha incrível! Não estava disposto a pagar uma fortuna e me guiarem numa trilha que conheço tão bem, então não foi fácil conseguir formar um grupo para racharmos o aluguel da van. Não achava justo cobrar valores altos para me beneficiar, pois o meu objetivo era finalmente encerrar ela de uma vez por todas. Pensei até em fazer como era antigamente, pegar o ônibus no centro de Curitiba ir até Borda do Campo, começar a trilha e finalizar em Morretes ou voltando de trem da estação Marumbi. Mas é tanto empenho que hoje não estou a fim de enfrentar. Um amigo meu mesmo fez isso, foi até a Estação do Marumbi para pegar o trem e teve que ir até Morretes, pois o trem não parou por falta de vaga.

 

Inicio da Trilha


Famosa pedreira do Itupava

Meu filho e amigo Vinicius


Pão de Loft ao fundo





Primeira ponte totalmente destruída 

Segunda ponte, da pra passar



10/06/2023 Finalmente Itupava!

Um dia quem sabe eu relato um pouco das minhas histórias percorrendo o Itupava, como avistar a noiva, ver uns caras fardados na casa do Ipiranga, tomar um chimarrão na estação Véu de Noiva com o pessoal que trabalhava lá. Conversar com o senhor que cuidada da Casa do Ipiranga entre outras coisas. Mas o foco será mesmo o dia 10/06/2023, um dia que foi marcado por superação, dedicação, companheirismo e novos amigos. Com a ajuda do meu amigo Luiz Gustavo que conhece bastante gente, conseguimos fechar a van com 19 pessoas. Saímos no horário marcado. As 6:30 da manhã, todos já estavam na van e indo em direção ao IAT (Instituto Água e Terra). Depois de fazer o registro partimos, antes mesmo do horário marcado, exatamente 8:00h começamos nossa trilha.

O dia estava lindo, não muito frio e nem muito quente, estava bem agradável. Fiz um pequeno discurso e dei boas-vindas a aqueles que estavam experimentado a trilha do Itupava pela primeira vez, e, partimos para a nossa jornada de caminhar o dia todo. A magia de fazer uma trilha, é que no momento ninguém se conhece e depois passa a compartilhar histórias, é uma experiência incrível! Aqueles com maior resistência física partiram na frente, enquanto eu e mais outra parte do grupo ficamos mais próximos uns dos outros. Foi nesse momento que conheci o Silvio, um cara que seria fundamental no final da trilha, se eu fosse descreve-lo diria que ele foi fantástico, parceiro, espirito de um verdadeiro montanhista, que mostrou sua capacidade de ser companheiro para aqueles que estão cansados e destruídos pelo tempo de caminhada. Conheci melhor o Gustavo, que me ajudou muito a fechar van, a Carina e a Evelyn que em algum momento na trilha iriam mostrar o que é determinação e coragem para chegar no destino final se superando a cada momento.








A Casa do Ipiranga

Partimos sentido casa do Ipiranga, meu filho Vinicius me acompanhava o tempo todo, nossa meta era chegar entre 10:30 a 10:40. Passando pelos trechos mais lisos da trilha, cientes de que tombos e tropeços fazem parte da caminhada. Chegamos na gruta onde é possível pegar água, paramos para umas fotos rápidas e partimos sentido Ipiranga. Antes de chegar é necessário passar por duas pontes, uma delas está totalmente destruída e a outra requer cuidados. A primeira passamos sobre o rio pisando em pedras evitando molhar os pés, e a outra tivemos que passar com muita cautela, por estar bem deteriorada. Foi ai que eu entendi o porquê do termo de responsabilidade que eles estão exigindo.

Depois de mais de três horas de caminhada finalmente chegamos nas ruinas da casa do Ipiranga, paramos ali mesmo para um lanche, fomos para a roda d’agua para tirar algumas fotos. Evelyn estão estava um pouco preocupada em passar a ponte que leva até a cachoeira da Roda d’agua, mas com muito encorajamento e ajuda do Vinicius, meu filho, ela se superou e passou com segurança. Ficamos algum tempo apreciando a natureza e então voltamos para a trilha original do Itupava.

Chegando

Ruínas da casa do Ipiranga





Roda D'agua










Cachoeira da Roda D'agua



Próxima parada Santuário do Cadeado

Continuamos nossa trilha, nosso destino agora era o Cadeado, um dos lugares mais bonitos e com uma vista privilegiada de todo o complexo do Pico do Marumbi, mas para isso tínhamos que andar muito, mas muito mesmo! Por mais que seja um percurso mais curto do que do início até o Ipiranga. É um trecho que requer mais cuidado, pois descer com aquelas pedras lisas não é fácil. O corpo já começa a sentir um pouco e o psicológico já avisa que ainda está longe do fim. No começo o pessoal estava bem animado, mas conforme segue o caminho alguns começam a se afastar mais e mais.

Mais um integrante dessa história foi a Carina, uma pessoa com uma história incrível de superação, ela não estava ali na trilha somente para conhecer o percurso e sim se superar! Sem reclamar, sem se distrair e totalmente concentrar, a cada passo que ela dava era uma grande vitória, e logo acreditei que ela conseguiria, mesmo com a dificuldade da trilha. Passamos pela primeira cachoeira depois de um bom tempo na trilha, paramos para descansar e tomar uma água gelada, subi até o pé dela para pegar a melhor água que rolava pelo vale. Uma parada rápida para agrupar todo mundo novamente, Silvio então passou a acompanhar a Carina até seu final.

Continuamos nossa caminhada, passamos pela segunda cachoeira, resolvi fazer ali algo que nunca tinha feito, subir até o mais próximo dela para tirar umas fotos. As pedras estavam muita lisas, então resolvi ficar uns 20 metros longe dela para evitar acidentes. E depois de umas oito horas de trilhas finalmente chegamos no Cadeado, nós agrupamos novamente. Fiz um café para mim e para meu filho, fizemos um lanche e esperamos a passagem do trem, o qual já era possível avistar perto da estação do Marumbi e logo chega no Cadeado lotado de turistas. No Cadeado descansamos bastante, pois o final da trilha nos aguardava, a descida do cadeado e a estradinha até o IAT.


Primeira cachoeira

Segunda Cachoeira




Escada de acesso ao Cadeado

Santuário do Cadeado


Conjunto Pico do Marumbi


Amigo Gustavo






Superando seus limites

Pra mim um dos trechos mais chatos de fazer com certeza é a descida do Cadeado até a estradinha e da estradinha até o IAT. Você está bem cansando com os pés doendo e louco para chegar no final. Saímos um pouco tarde do Cadeado, mas estávamos ali para aproveitar o máximo, já imaginei que pegaríamos a noite na trilha. O pessoal começava a se distanciar um do outro e cada um no seu ritmo, comigo seguia meu filhão e também a Evelyn e logo a trás o resto do pessoal, agora era só coração e cada um por si. E por último a Carina e com ela o Silvio que a acompanhou até final, como um grande montanhista que é e muito experiente, Silvio a ajudou até o máximo, não estava lá para relatar esse momento, mas acredito que a cada passo que a Carina dava era de vitória e superação. 

A noite começa a cair e as estrelas começavam a aparecer no infinito universo, uma noite linda e uma escuridão total. Com a lanterna já apostos, e as horas da trilha passando, chegamos mais próximo do seu final já no escuro, passamos pelas ultimas pontes, tanto do rio São João como o rio Taquaral. Passando esse último rio a escada que dá acesso a estrada já estava muito próxima. E depois de aproximadamente 10 horas de trilha, finalmente chegamos à estradinha que dá acesso ao Pico do Marumbi à direita e à esquerda desce sentido IAT ou Morretes. Essa estradinha tem uma extensão da rodovia até a estação Engenheiro Lange aproximadamente 7 km, das escadinhas até o IAT e mais o resgate, um total de 4 km. 

Quando finalmente chego o IAT, consigo contanto via rádio com o Silvio e com muita alegria ele junto com a Carina já tinham passado a escadinha e já estavam percorrendo a estrada. Chegamos no ponto de resgate e a van já estava nos esperando, era só um tempinho para aguardar o resto do pessoal. E as 19 horas, depois de mais de 11 horas de trilha, finalmente chega a Carina e Silvio, a superação dela foi incrível e em seu olhar era possível ver a emoção da vitória! Finalmente a trilha do Itupava vencida. Foram mais de 11 horas de trilha, escorregões e muitas risadas, desafios e superações, momentos bons e agradáveis, conheci um pessoal que realmente ama o que faz e determinados em ir até o final.


Carina e Fernanda no seu destino final


Escadinhas de acesso a estrada

IAT nosso ponto final

No dia 10/06/2023 encerrei essa história de amor a essa trilha, que muitas das vezes me fez rir e também chorar. Em toda minha vida de Itupava foram inúmeros tombos, um assalto e algumas assombrações, mas isso vai ficar para uma outra história.

Quero agradecer a todos que participaram desse grande dia, cada um com seu ritmo chegou no seu destino final. Foi muito bom conhece-los, que sabe haverá uma próxima trilha por ai!

Reginaldo Nunes Mendes

Vinicius Cordeiro Mendes

Luiz Gustavo Casagrande

Cilene Rosangela Pereira da Silva

Silvio Cezar Marchioro Marcos

Evelyn Keith Ribeiro Scheffer

Samara Vieira Mariano

Andrea Vital Freitas

Roberson Damacena

Vagner Luiz Inácio

Amarildo do Espírito Santo

Giselli Ribeiro

Noeli Ap Flazio Lourenço

Thaís Andressa Lazaro

Thiago Fernandes Henriques

Gilmara Franco

Maristela Rocha

Carina da Silva Borges

Fernanda Oliveira Marks