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Montanhas do Paraná e do Brasil

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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Feriado com chuva e com trilha.



Saindo de Curitiba
05-09-2011 Segunda-feira, de um maravilhoso sol, um dia lindo em Curitiba, tudo indica que o feriado de 8 e 9 de Setembro vai ser muito bom. Aproveitei que cairia na quarta-feira e fui comprar passagens de trem (que estava mais barato) para descer até o Marumbi e ficar lá esses dois dias de feriado sem fazer nada, no máximo subir o Rochedinho, coisa leve mesmo. Na terça-feira o tempo muda e começa a chover e na quarta-feira não seria diferente. Já na saída de Curitiba o tempo estava um pouco firme sem chuva, mas com o tempo nada instável, não dava para ver nada, alguns turistas que estavam dentro do trem estavam até indignados com o tempo, inclusive minha esposa que nunca tinha viajado de trem pela nossa serra do mar.









O chaminé




Chegamos no Marumbi as 11h00min e logo que descemos do trem a chuva começa a cair, tive que montar minha barraca em baixo de chuva, minha esposa até que ajudou, mas preferi que ela estivesse segura para não se molhar muito. Montei rapidamente, arrumei tudo, fizemos um bom almoço e adivinha o que fomos fazer? Dormir a tarde toda. Acordamos já era umas 15h00min fiz um bom café e como estava muito chato ficar lá e a chuva tinha parado um pouco resolvi leva-la para o Cadeado. Peguei algumas coisas, descemos a estradinha até a saída do Itupava.






O tempo estava feio



Começamos a subir a trilha, algumas árvores estavam caídas no chão, e a trilha estava muito liso, mesmo de bota estava bem difícil andar com segurança. Passamos pelas pontes, e começamos a subir a trilha do Cadeado. A noite começa a cair e quando mesmos esperava já estávamos no Cadeado, um garoa bem fraquinha caia sobre a trilha e não dava para ver nada adiante, contei até a história ou lenda de uma noiva que passa pelos trilhos a noite, nada para temer, pois nunca vi isso, e não acredito muito também, mas conheço uns amigos que já viram (tô fora). Tiramos algumas fotos e descemos a trilha, uma descida que leva em torno de 40 minutos, fizemos ela em 1hora e 20 minutos, estava muito liso e perigoso, uma queda ali poderia machucar e muito, descemos com cautela para evitar quedas, chegamos sem perceber no final da trilha que já estava bem noite, mas não frio, a chuva tinha parado de vez.




Deslizamento na estradinha próximo na Estação Eng. Lange














Escuradão total








Descansando no Eng. Lange
Chegamos na estação do Marumbi as 21:20 da noite, tomamos um banho fizemos um lanche e fomos dormir. No dia seguinte logo de manhã, tomamos um café e fomos para a cachoeira dos Marumbinistas, uma trilha rápida e fácil de fazer, somente precisa achar a trilha que fica depois do começo da frontal, tivemos que empreitar o mato e chegar bem próximo a ela. Minha esposa guerreira como sempre, chegou bem próximo, só não dava para descer até o pé da cachoeira, pois estava muito liso. Voltamos, fizemos um bom almoço, arroz, feijão, carne de sol e salada, coisa chique para aquele lugar, um verdadeiro banquete a dois. Desmontamos tudo e fomos para a estação para pegar o trem para casa.




Cachoeira dos Marumbinistas
O tempo não era dos melhores, não estava frio, mas bem chato, pouco se via. O Pico do Marumbi ficou todo tempo coberto pela serração, mas não deixou de ser maravilhoso esse passeio, melhor ainda é ter feito com a pessoa certa que minha pequena esposa, que comigo sabe muito bem curtir um bom passeio e uma grande aventura, e também digo que amo aquele lugar faça chuva ou faça sol. O pico do Marumbi para minha continua sendo um dos melhores lugares para praticar montanhismo. Somente algo que esta deixando de desejar que vou contar na minha próxima postagem.

Indo pra casa

sábado, 3 de setembro de 2011

Monte Ararat - O segredo da Montanha

Imagem de satélite, supostamente o que sobrou da Arca.
Monte Ararat é a mais alta montanha da Turquia moderna. Tem dois picos: Grande Ararat (o pico mais alto da Turquia e de todo o planalto armênio com uma elevação de 5.137 metros) e o Baixo Ararat (com uma elevação de 3.896 metros). O maciço do Ararat tem de cerca de 40 Km de diâmetro.

O Monte Ararat, na tradição judaico-cristã, está associado com as "Montanhas do Ararat", onde segundo o livro do Gênesis, a Arca de Noé estaria supostamente localizada. Ararat é um estratovulcão, formado por fluxos de lava e de ejeções piroclásticas, sem cratera vulcânica. Acima da altura de 4.200 metros, a montanha é constituída principalmente de rochas ígneas cobertas por uma camada de gelo.
O pico menor de 3.896 m, Baixo Ararat, levanta-se da mesma base, a sudeste do pico principal. O platô de lava se espalha entre os dois pináculos. As bases dessas duas montanhas é de aproximadamente 1.000 km².

A formação do Ararat é difícil de se recuperar geologicamente, mas o tipo de vulcanismo e a posição do vulcão levantam a ideia de que o isso ocorreu quando o mar de Tétis fechou durante o período Neógeno.
Não se sabe quando a última erupção do Monte Ararat ocorreu, não há observações históricas ou recentes de atividade registrada em grande escala. Acredita-se que o Ararat foi ativo no terceiro milênio a.C.; sob fluxos piroclásticos, artefatos do início da Idade do Bronze e restos de corpos humanos foram encontrados.

Monte Ararat
No entanto, sabe-se que Ararat foi abalado por um grande terremoto em julho de 1840, cujos efeitos foram maiores na vizinhança da Garganta Ahora. Uma parte instável da encosta Norte colapsou e uma capela, um mosteiro e uma vila estavam cobertas por escombros.
Para quem estiver interessado de ler um bom livro eu indico o titulo "Segredo no Ararat" (Tim Lahaye & Bob Phillips). Que conta a aventura de um professor universitário que parte em expedição ao monte Ararat com a finalidade de localizar os remanescentes da arca de Noé, quando então descobre que um mal indescritível está prestes a se abater sobre o mundo. É nesta odisséia vertiginosa em sua fascinante busca por relíquias originais dos tempos bíblicos (que teria ficado preservada no cume gelado do monte Ararat, na Turquia, por cerca de cinco mil anos), que o arqueólogo percebe que a descoberta terá seu preço em vidas humanas. Um livro muito bom que eu recomendo.

"No sétimo mês, no dia dezessete do mês, repousou a arca sobre os montes de Ararat." (Genesis 8:4)



Livro O Segredo de Ararat

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Um dia de superação - Anhangava 07-08

Nunca mais eu esqueço essa data, 07-08-2011 vai ser marcado na minha vida como uma lição de superação e quem me deu aula? Bom, vou explicar desde o começo:
Fazia tempo que eu não via um final de semana tão bom, com a minha esposa viajando para Fortaleza tive o prazer de fazer o que eu quiser. Jogar vídeo game até tarde, assistir meu futebol na quarta comendo pipoca.
Sábado na companhia do meu filho Vinícius bem na hora do almoço ele me perguntou quando eu iria levá-lo para a montanha, já tinha levado ele para o Marumbi, mas só levei-o para o rochedinho, então estava na hora de levá-lo para o Anhangava, aproveitei o tempo bom, comprei o que precisava, montei uma mochila cargueira de coisa, ir de ônibus não é fácil, preocupado se pegaríamos chuva na volta fui bem preparado.












No domingo acordamos bem cedo, e às 10h30min da manha já estávamos no posto do Iap. Começamos a subir a trilha, o tempo estava muito bom mesmo, um sol que parecia de verão. Pegamos água e seguimos morro a cima, já passava do 12h00min fizemos um lanche e partimos em direção a Pedra do Almoço onde tinha um pessoal escalando, batemos um papo, quem estava la era o pessoal do Marumby Montanhismo, fui muito bem recebido.


Meu filho perguntava tudo, tiramos algumas fotos do local, o levei para conhecer a gruta que fica próximo a via Andorinhas e voltamos para a trilha.
Agora sim vou dizer o que ele me ensinou sobre superação. Com seus nove anos de idade imaginei que ele poderia subir a escada do Anhangava sem problema. Quando chegou nos primeiros degraus ele trava e fica com medo de continuar, sugiro que eu vá na frente e ele me segue assim o ajudo melhor, quando ele desce começa a chorar e sai correndo voltando para a trilha, desesperado grito com ele, pois estava com medo que ele tropeçasse e se machucasse, pedi para ele sentar do meu lado e com carinho disse que isso é normal e que ele não precisaria se sentir envergonhado e nem derrotado, com lagrimas em seus olhos, sentado na pedra e com a cabeça abaixada, levanta a cabeça e me diz “eu quero subir”. Na hora aquilo me assustou, disse que ele poderia ficar tranqüilo que não falaria a ninguém que ele não conseguiu subir e mais uma vez ele repete a frase “eu quero subir pai”. Com lagrima nos seus olhinhos se levanta. Indo na frente começo a ajudá-lo com calma e quando menos espera ele já está no segundo ponto da escada do Anhangava, continuamos e la em cima é aplaudido por uns jovens que viu no começa a cena, deram parabéns para ele. Seus olhos agora enchem de sorriso e por tem conquistando seu desafio pessoal. Uma verdadeira aula de superação.
Depois disso fomos até o cume, fizemos mais um lanche e voltamos, curtimos um bom vento forte que soprava, ele desceu a rampa com calma, pois seus dedinhos já estavam machucando por causa do impacto da bota. Chegamos na escada e imaginava que de novo ele poderia fica com medo, mas isso não aconteceu. Com calma ele desceu e já estávamos na Pedra do Almoço novamente. Descemos a trilha, a minha idéia era pegar o ônibus 15h30min, duas jovens nos acompanharam toda a trilha, até puxávamos conversa, mas nem imaginava que elas poderia nos ajudar no final. Chegamos muito em cima da hora, o ônibus já estava saindo, não daria mais tempo teria então que esperar uma hora pelo próximo ônibus, foi então que elas nos ofereceram carona até Curitiba. Chegamos bem cedo no centro, pegamos um ônibus para casa, cansado ele deitou no meu colo e dormiu boa parte da viajem.
Jamais vou esquecer esse dia, acredito que está nascendo um bom cidadão, com propósito na vida e que com certeza vai superar muitas outras montanhas que a vida nos oferece. E que me ensinou a superar pequenos problemas fáceis de resolver.



Não sou eu o herói dele e sim ele o meu herói.