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Montanhas do Paraná e do Brasil

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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Um dia de superação - Anhangava 07-08

Nunca mais eu esqueço essa data, 07-08-2011 vai ser marcado na minha vida como uma lição de superação e quem me deu aula? Bom, vou explicar desde o começo:
Fazia tempo que eu não via um final de semana tão bom, com a minha esposa viajando para Fortaleza tive o prazer de fazer o que eu quiser. Jogar vídeo game até tarde, assistir meu futebol na quarta comendo pipoca.
Sábado na companhia do meu filho Vinícius bem na hora do almoço ele me perguntou quando eu iria levá-lo para a montanha, já tinha levado ele para o Marumbi, mas só levei-o para o rochedinho, então estava na hora de levá-lo para o Anhangava, aproveitei o tempo bom, comprei o que precisava, montei uma mochila cargueira de coisa, ir de ônibus não é fácil, preocupado se pegaríamos chuva na volta fui bem preparado.












No domingo acordamos bem cedo, e às 10h30min da manha já estávamos no posto do Iap. Começamos a subir a trilha, o tempo estava muito bom mesmo, um sol que parecia de verão. Pegamos água e seguimos morro a cima, já passava do 12h00min fizemos um lanche e partimos em direção a Pedra do Almoço onde tinha um pessoal escalando, batemos um papo, quem estava la era o pessoal do Marumby Montanhismo, fui muito bem recebido.


Meu filho perguntava tudo, tiramos algumas fotos do local, o levei para conhecer a gruta que fica próximo a via Andorinhas e voltamos para a trilha.
Agora sim vou dizer o que ele me ensinou sobre superação. Com seus nove anos de idade imaginei que ele poderia subir a escada do Anhangava sem problema. Quando chegou nos primeiros degraus ele trava e fica com medo de continuar, sugiro que eu vá na frente e ele me segue assim o ajudo melhor, quando ele desce começa a chorar e sai correndo voltando para a trilha, desesperado grito com ele, pois estava com medo que ele tropeçasse e se machucasse, pedi para ele sentar do meu lado e com carinho disse que isso é normal e que ele não precisaria se sentir envergonhado e nem derrotado, com lagrimas em seus olhos, sentado na pedra e com a cabeça abaixada, levanta a cabeça e me diz “eu quero subir”. Na hora aquilo me assustou, disse que ele poderia ficar tranqüilo que não falaria a ninguém que ele não conseguiu subir e mais uma vez ele repete a frase “eu quero subir pai”. Com lagrima nos seus olhinhos se levanta. Indo na frente começo a ajudá-lo com calma e quando menos espera ele já está no segundo ponto da escada do Anhangava, continuamos e la em cima é aplaudido por uns jovens que viu no começa a cena, deram parabéns para ele. Seus olhos agora enchem de sorriso e por tem conquistando seu desafio pessoal. Uma verdadeira aula de superação.
Depois disso fomos até o cume, fizemos mais um lanche e voltamos, curtimos um bom vento forte que soprava, ele desceu a rampa com calma, pois seus dedinhos já estavam machucando por causa do impacto da bota. Chegamos na escada e imaginava que de novo ele poderia fica com medo, mas isso não aconteceu. Com calma ele desceu e já estávamos na Pedra do Almoço novamente. Descemos a trilha, a minha idéia era pegar o ônibus 15h30min, duas jovens nos acompanharam toda a trilha, até puxávamos conversa, mas nem imaginava que elas poderia nos ajudar no final. Chegamos muito em cima da hora, o ônibus já estava saindo, não daria mais tempo teria então que esperar uma hora pelo próximo ônibus, foi então que elas nos ofereceram carona até Curitiba. Chegamos bem cedo no centro, pegamos um ônibus para casa, cansado ele deitou no meu colo e dormiu boa parte da viajem.
Jamais vou esquecer esse dia, acredito que está nascendo um bom cidadão, com propósito na vida e que com certeza vai superar muitas outras montanhas que a vida nos oferece. E que me ensinou a superar pequenos problemas fáceis de resolver.



Não sou eu o herói dele e sim ele o meu herói.

sábado, 6 de agosto de 2011

Botas Montanas, eu indico.

Como o fim de minha bota que durou bastante tempo, e acabou suas aventuras no Pico 7 e Mãe catira, tive que comprar outra bota, pesquisei, vi preços fui até indicado para comprar uma bota de marca, mas era o "zoio" da cara. Em meu Orkut tinha o contato de um carinha que fabrica botas de montanhas, então resolvi visitá-lo para ver o que ele tinha. Pessoal, realmente são botas excelentes, confortáveis, e muito bem costuradas e com garantia de quem realmente entende de montanhas e trilhas e o preço é ótimo. Segue o link do seu blog e contato ok:
http://botasmontana.blogspot.com/

terça-feira, 21 de junho de 2011

Hipotermia o mal da montanha

Os primeiros sinais de Hipotermia são o esfriamento da pele e os tremores. Quando as terminações nervosas detectam uma queda na temperatura, o organismo reage realizando uma vasoconstrição (diminuição do calibre) dos vasos sangüíneos, principalmente da pele, para tentar diminuir a perda de calor e manter a temperatura interna.

Por isso a pele fica fria. Quando essa vasoconstrição não é suficiente para evitar a queda da temperatura, surgem os tremores (contrações involuntárias dos músculos esqueléticos que geram calor). Na apresentação desses primeiros sinais, é preciso que a pessoa procure se aquecer o mais rápido possível, procurando um abrigo ou uma fonte de calor, como o fogo ou mesmo uma lâmpada.

Se isso não for feito e a exposição ao frio for prolongada, a situação pode se agravar. Os tremores diminuem ou cessam, e começam a surgir alterações mentais e diminuição da performance motora. Progressivamente, vai acontecendo um colapso do mecanismo regulador da temperatura do corpo, que não consegue mais responder às necessidades do organismo, e pode até causar uma vasodilatação na pele, aumentando a perda de calor para o exterior.

Em um estágio mais avançado, a vítima começa a ter o nível de consciência diminuído, com prostração e sonolência. As funções vitais, como freqüência cardíaca, respiratória e pressão arterial, ficam alteradas. Lesões pelo frio, principalmente nas extremidades (mãos, pés, nariz, orelha e lábios), podem surgir. Com o colapso do organismo, a vítima pode entrar em coma e até falecer.
O Brasil é um país tropical, com temperaturas amenas o ano todo. Apenas em algumas regiões do país durante o alto inverno o frio fica realmente intenso. Neve, então, só em alguns anos, nas regiões mais altas do sul do país. Mesmo assim, a Hipotermia é um problema grave e muito comum no país.

Os esportes de aventura, por serem praticados em espaços abertos com contato íntimo com a natureza, merecem atenção especial. Os praticantes desses esportes comumente se defrontam com temperaturas ambientais muito baixas, especialmente em modalidades como caminhadas, trekking, corridas de aventura de longa duração, escaladas, canoagem, mergulho e vela.

A Hipotermia é uma das principais causas de morte entre os excursionistas e montanhistas. A situação se agrava porque muitas vezes, por desconhecimento do assunto, acaba-se confundindo a Hipotermia com cansaço ou exaustão, e não são tomados os cuidados necessários.

Fonte: 360º