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Montanhas do Paraná e do Brasil

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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

4 cachoeiras e um Canyon - 2ª parte - Salto Santa Rosa e Puxa Nervos



Já passava das 18:00 horas do nosso primeiro dia de viajem quando chegamos na estrada que leva até o Salto Puxa Nervos e Santa Rosa, a estrada é de pedra solta, mas não é difícil de chegar, levamos uns 30 minutos até o camping. O caminho é todo sinalizado com placas indicando o lugar de visita. Por causa do horário de verão ainda era dia quando chegamos no camping. Conversamos com da dona Josy que é a responsável pelo lugar, fomos muito bem recebidos, de longe avistava o camping e tinha algumas barracas montadas, mas não eram muitas, isso mostra que o lugar não enche demais ficando difícil a estadia. O camping não tem uma boa estrutura, um banheiro de banho masculino e um feminino e um banheiro para as necessidades também separado.  Para um média de 40 pessoas acampando até não fica difícil usar, porem o banho já é mais complicado. A água não não é muito boa, tivemos que pegar a água em outro lugar. O camping é todo gramado com muitas árvores em volta. Existe dois quiosques apenas, e uma cozinha comunitária, mas recomendo evitar usa-la. Leve o que você precisa para fazer suas comidas e também evite levar algo que precise usar a geladeira, de preferência para caixa de isopor com gelo trazido do centro de Tibagi. Mas o resto é tranquilo, o lugar é calmo e bem perto de um rio que passa ao lado. Acredito que deve alagar com fortes chuvas. A dona Josy nos indicou ficar próximo de um casal que já estava acampando perto de um quiosque. Logo fiz amizade com eles e usei a água e a pia para lavamos nossas louças. O casal é de Londrina, Tilinho Teles e sua esposa nos acolheram tão bem como seus vizinhos que nos deu todo o suporte que eu precisava, tinha esquecido minha extensão para lâmpada e eles nos emprestaram, um casal super bacana, se muitos fossem assim nosso mundo seria bem melhor. Fizemos um bom jantar e fomos dormir, estávamos bem casados, amanhã será um dia cheio de aventuras.  


Camping Puxa Nervos



Nossa casa por 2 dias

    
No Segundo dia

Salto Santa Rosa e Salto Puxa Nervos.


Acordamos bem cedo para aproveitar o máximo do dia que estava chegado, tomamos um belo café e não pensamos duas vezes em conhecer o Salto Santa Rosa, tem esse nome por causa do rio que se chama Santa Rosa, a queda d’água possui 60 metros de altura, formando em sua base uma piscina natural, que é perigosa para banho. Do camping que estávamos até o salto não leva 5 minutos de carro, como está em propriedade particular pagasse uma taxa de R$ 10,00 de entrada. O lugar é limpo e organizado, existe tanques para banho e pesca, lanchonete e também uma piscina com tobogã, no local existe casas para alugar por um bom preço e cabe até 6 pessoas segundo o responsável pelo lugar. Existe vários quiosques que dá para fazer um bom churrasco. Está ai uma boa dica, se você for acampar no Puxa Nervos leve uma carne para assar no Santa Rosa, mas chegue cedo. Os quiosques são na beira do rio. Ótimo para aproveitar bem o dia com a família.
Fomos direto para o salto Santa Rosa, uma caminha de 5 minutos e você já avista a queda d’água, uma cachoeira linda, a vazão da água estava bem forte, é possível atravessar o rio e chegar do outro lado e ficar bem próximo da queda. Não tinha ninguém no salto, era só nos quatro, tiramos muitas fotos e voltamos para o carro. Já planejamos de voltar a tarde nesse lugar para tomar um bom banho de rio.





Casas para alugar no Santa Rosa

Quiosques a beiro do rio

Meu novo amigo




Voltamos para o camping, almoçamos, descansamos um pouco e fomos conhecer o Salto Puxa Nervos com seus 45 metros de altura, minha esposa e nossa amiga Viviane estavam se preparando para descer de rapel nessa cachoeira. A cachoeira é linda também, própria para ficar bem embaixo dela, tem uma piscina natural bem pequena, a água bate nas pedras facilitando chegar bem próximo da queda. Enquanto as duas se preparava para descer de rapel, eu e o meu filho Vinicius, ficávamos embaixo apreciado aquela beleza de lugar. Logo começa os preparativos do rapel, primeiro desce a Viviane e depois minha esposa Antônia. Como minha esposa tem experiência, desceu com tranquilidade, a prática de rapel nessa cachoeira é comum, e o pessoal fornece toda a segurança que precisa para proporcionar ao visitante uma descida tranquila sem medo. Ambos estavam com todo o equipamento da segurança que precisa e foram bem orientados para fazer a descida com total segurança. Voltamos para o salto Santa Rosa, mas não fomos na cachoeira, ficamos o tempo todo tomando um bom banho de rio. Voltamos para o nosso camping para jantar e nos preparar, pois no próximo dia, era nossa volta para Curitiba, mas antes iriamos conhecer o Salto da Mariquinha em Ponta Grossa.

Salto Puxa Nervos


Viviane fazendo rapel



Minha esposa no rapel 

Nossa última noite.

Continua...

sábado, 13 de fevereiro de 2016

4 cachoeiras e um Canyon - 1ª parte - Buraco do Padre e Canyon do Guartelá

Já fazia muito tempo que estava programando uma aventura como essa, conhecer um pouco de Tibagi e Ponta Grossa e umas das suas cachoeiras. Aproveitando o carnaval uma data que na minha opinião é bom só para descansar, resolvi então investir nesse desafio, como não gosto de carnaval e viajar para praia seria loucura resolvemos então fazer diferente. Conhecer quatro cachoeiras e o Canyon do Guartelá em três dias. Primeiramente foi o Buraco do Padre, depois o Canyon do Guartelá, Salto Santa Rosa, Puxa Nervos e por último Salto da Mariquinha, nessa sequência. Junto com minha esposa combinei com uma amiga minha e parceira de caminha Viviane Kanuta e convidei também meu filho Vini Cordeiro para apreciar a natureza do jeito que ele ainda não conhecia.


Saímos no domingo de carnaval com o carro carregado de equipamento de camping, roupas e comida para os três dias e fomos direto para o Buraco de Padre que fica em Ponta Grossa. Saímos a 7:00 e as nove e meia já estávamos na estradinha que leva até o parque. Para quem sai de Curitiba a dica é quando chegar na fábrica da Makita entrar à direita e pegar uma estrada que é bem chata. A estrada é larga, mas é bem lenta por causa de muitos mais muitos buracos. Deve chegar até a rodovia do Talco pegar a direita novamente e em poucos quilômetros já chega na estrada que leva até o local. A estrada ali também não é muito boa, mas chega. O caminho é todo sinalizado, não tem como se perder.


No primeiro dia


Buraco do Padre:


Entrada do Parque















O nome do local está ligado à história dos Padres Jesuítas que lá meditavam. O Buraco do Padre é uma furna que apresenta em seu interior uma imponente cascata de 30m, formada pelo Rio Quebra Perna. Trata-se de uma espécie de anfiteatro subterrâneo. É cobrado uma taxa de R$ 10,00 podendo pagar meia também. A estrutura é ótima tem lugar para fazer churrasco e uma enorme área verde para pic-nic com toda a família. O acesso até a cachoeira é fácil e leva em torno de 10 minutos de caminhada só tem alguns obstáculos leves, mas é acessível para todas as idades, basta ter força de vontade. Para chegar até a cachoeira tem que molhar o pé, é possível ir até de chinelo sem problema algum.


Antes de começarmos, fizemos um lanche bem rápido e logo partimos para o salto, o lugar ainda estava tranquilo não tinha muita gente nas trilhas e nem na cachoeira. Tiramos algumas fotos e logo encontro meu amigo Patrick que estava levando uma turma para conhecer o lugar. Voltamos para o carro e o nosso próximo destino era o Canyon do Guartelá. Uma boa dica é se você quer tirar muitas fotos sem muita gente chegue cedo porque o lugar lota. Pegamos novamente a estrada sentido Castro e dali sentido Tibagi. Em uma hora e meia de viajem já estávamos no Canyon do Guartelá


Canyon do Guartelá e Tibagi:


Situado no município de Tibagi - PR é considerado o 6º maior canyon do mundo em extensão com 32 km, além de ser o único com vegetação nativa, é cortada pelo rio Iapó. Eleita “Melhor cidadezinha do Brasil” pela revista Viagem e Turismo em 2007 e premiada pelo Ministério do Turismo em 2010 na categoria Sustentabilidade Ambiental, Tibagi é uma cidade de 20.000 habitantes que está localizada à margem esquerda do Rio Tibagi, no centro leste do Paraná e é um dos mais belos municípios brasileiros. Com atrativos de janeiro a dezembro, a terra dos diamantes desenvolve turismo o ano todo, sendo rica em belezas naturais, culturais e gastronomia. Seu povo além de extremamente hospitaleiro ostenta um grande apreço ás tradições, tornando fácil e enriquecedora a integração com a cultura local. Fonte site (Tibagi Turismo).

O Guartelá também foi cenário das viagens dos destemidos tropeiros que percorriam os Campos Gerais, conduzindo o gado para comercialização na Feira de Sorocaba. Já fazia mais de 20 anos que não colocava meus pés nesse magnifico lugar. Tudo já tinha mudado, novas estruturas com passarelas e pontes que facilita a vida de quem vem visitar o Canyon. Na época que eu vim conhecer o Canyon era possível muitas coisas, algumas com restrição. Era possível acampar, onde hoje é os quiosques e banheiros, dava para tomar banho numa pequena queda d’água, e também dava para chegar bem próximo da ponte de pedra, eu mesmo tenho uma foto no meio dela. Mas concordo que tudo hoje que está proibido é para preservar esse paraíso da natureza. E que bom que o governo tomou essa iniciativa. O lugar está mais seguro. Até chegar na chácara particular tem uma estrada feita toda de pedra e depois uma trilha toda feita de madeira facilitando o acesso. A caminhada mesmo começa na casa de visitantes. A trilha é curta, com muitas paradas e um bom banho no “Panelão do sumidouro” você leva em torno de 2 horas.





A galinha sentada 



O sol estava bem forte, começamos a descer e logo chegamos nas estruturas de madeira. Fomos primeiramente até o mirante e depois visitamos a cachoeira da Ponte de Pedra. Voltamos e fomos tomar um bom banho no Panelão, uma formação rochosa feita pela natureza onde desce a água e sai por pequenos furos da rocha sem você ver, verdadeira hidromassagem natural. Voltamos até o estacionamento e o sol castigava bastante. Já era quase cinco da tarde e precisávamos pelo menos estar no Guartelá EcoTurismo antes das cinco e meia.


Mirante

Rio Iapo que formarão o Canyon do Guartelá







Passarela de madeira 
Formação feita pelo tempo (chuva+vento)

Cachoeira da Ponte de Pedra

Panelão do Sumidouro


Sede do Parque

A estrada que leva até Tibagi e magnifica parece aquelas estradas de filme romântico. Uma estrada bem tranquila, com poucos movimentos de carros. Chegamos num bom horário em Tibagi e fomos recebidos pelo pessoal da Guartelá Ecoturismo para fazer a entrada para o Puxa Nervos e também contratar um rapel para minha esposa (presente de casamento) e para minha amiga Viviane, eu e o Vini meu filho íamos só assistir. Era surpresa de casamento, mas não deu muito certo, logo ela ficou sabendo, mas isso não atrapalhou a brincadeira. O pessoal do Guartelá Ecoturismo é bem atencioso, indico para todos que pretende fazer aventuras em Tibagi para contratar seus serviços, vale a pena.

Linda estrada entre Castro e Tibagi
Treinamento para o Rafting ( Guartelá Ecoturismo)


Paramos para fazer um lanche numa lanchonete da região, o povo de Tibagi já se preparava para o carnaval. A rua que estávamos já estava sendo fechada. Terminamos nosso lanche e fomos direto para o camping Puxa Nervos.

Continua...

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Camping do Marumbi liberado

Despois de 5 anos finalmente o camping do Marumbi foi liberado.
Com uma nova estrutura e mais comodidade para quem gosta de acampar e apreciar aquela bela natureza. O camping agora está mais controlado, para acampar tem que ligar e reservar um espaço. O local suporta no máximo 30 barracas e no máximo 100 pessoas segundo pessoal do IAP. Não se arrisque ir ao camping sem antes ligar e reservar, você corre o grande risco de ter que voltar com sua mochila cargueira nas costas sem aproveitar o camping.

Uma estrutura nova foi montada, mesas, bancos de concreto e pias foram instalados. Pequenos postes de luzes ilumina a noite no camping, com opção de desligar na geral depois de um determinado horário, facilitando assim a vida de quem sobe a montanha e depois descansa. A cerca de arame que era mais próximo do banheiro ficou mais afastando, dando uma sensação de espaço. Os entulhos que estavam próximo ao camping foram retirados. O banheiro pouco mudou, tanto no masculino como no feminino algumas reformas foram realizadas, como azulejos, forros e novas caixas d´água. Acabando com aquele transtorno de acabar a água e sempre que isso acontecia, tinha que solicitar para alguém do alojamento para subir no forro e abrir o registro da caixa d´água. As casas da estação também receberam reforma. Uma delas agora virou um centro de pesquisa, o memorial  histórico está mais bonito, o alojamento dos voluntários e funcionários também recebeu novas pinturas e iluminação.

O lugar está lindo, valeu a espera, pena que no nosso país essas obras geralmente demoram muitos anos para ser concluídas. E temos as vezes que apelar para a mídia para nos ajudar a finaliza-las, pois pagamos nossos impostos para termos esses direitos, ao contrário que o governo pensa, essas obras e estruturas pertence ao povo.

Temos agora que cuidar, nada de riscar as paredes, quebrar as iluminações, destruir o banheiro e deixar o lixo no camping.  Caso isso aconteça, e que o indivíduo seja pego em flagrante ou algum delator o entregue, o mesmo vai ser notificado e pode pagar multa bem alta, fora que seu nome fica registrado no IAP e ele nunca mais poderá usufruir do camping. Portanto vamos cuidar.

Segue contato para reserva do camping

Fone 41 34623598 - Base do Marumbi.

Portão de entrada do camping
Comemoração dos 25 anos de Parque


Maior espaço entre o banheiro e a cerca
Nova estrutura, com mesas, bancos e pias e todo iluminado
Substituição da placa de localização do Marumbi
Bancos na estação
Casas reformadas, a esquerda a casa de socorro do Cosmo a direita casa pesquisa 
Pias e tomadas.
Iluminação em alguns pontos do camping