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Montanhas do Paraná e do Brasil

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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Ilha do Mel 12/02/2012 - Um ano de casado

Para completarmos um ano de casado, eu e minha esposa resolvemos comemorar num lugar que para mim é lindo e maravilhoso, voltar para Ilha do Mel. Compramos passagens sentido Paranaguá, chegamos antes das 08h00min da manha e como não conhecia a cidade foi um pouco complicado achar o trapiche de embarque. Cometi a besteira de não comprar as passagens de retorno e nem imaginava que isso iria nos prejudicar na volta para Curitiba. Saímos de Paranaguá sentido Ilha as 08h40min, um passeio que demorou um pouco mais de 01h45min min., um passeio longo de barco, porém, muito bonito! A ideia era ver golfinhos, mas vi mesmo foi muitas garrafas pets boiando na agua.

O passeio foi bem tranquilo, poucas pessoas no barco, sem chuva mesmo com o céu nublado. Chegamos primeiramente em Brasília e depois de uma rápida parada fomos em direção a Encantadas. Ao chegarmos já fomos bem recebidos pela dona Luiza da Pousada Orquídeas, que já foi logo nos apresentando o nosso chalé, onde passaríamos um fim de semana maravilhoso. A Pousada Orquídeas fica bem próximo ao trapiche de encantadas, um lugar bem aconchegante, ficamos num chalé que parecia uma casinha de boneca, simples, mas bem confortável. A Dona Luiza nos deixou muito bem a vontade, para quem um dia quiser conhecer a pousada segue minha indicação.

Estávamos com fome e fomos dar uma volta para comer algo, como sempre levo lanche para economizar, fomos para uma pequena montanha que fica bem próximo a gruta, subimos até o cume, sentamos e comemos. Percebi que a Ilha estava cheia de gringos por todo lado, aproveitamos que a maré estava baixa e fomos ver a gruta de Encantadas. Tiramos algumas fotos e voltamos à pousada para descansar. Depois de um descanso fomos tomar banho na praia de dentro da ilha, onde há aguas calmas e tranquilas que mais parecia uma imensa piscina. Ficamos um tempão, aproveitamos que na pousada é possível pegar emprestado uns kits praia. Comemos uma deliciosa isca de peixe e voltamos para a pousada. À noite fomos dar uma volta, acreditando que no mar de fora onde tem uma praça de alimentação teria um forro, acabamos mesmo foi nos deparando com uma praia deserta e sem nada de luz, um breu total. De lanterna nas mãos me deu maior medo, minha Pequena estava bem preocupada e com muita razão, depois do susto encontramos a escadaria que leva até a praça de alimentação, mas estava tudo escuro também, o bonito mesmo foi ver as estrelas. Voltamos para o mar de dentro da ilha onde estava rolando musica ao vivo ficamos um pouco e fomos para a pousada descansar.

No dia seguinte como não tínhamos muito tempo, fomos para a Praia do Miguel andamos em torno de meia hora, paramos na praia onde tinha um senhor pescando e que estava de qualquer forma tentando nos expulsar da praia, mas mesmo assim lá ficamos e continuamos até as pedras que leva para a próxima praia, conhecida como Praia Grande. Muitos se atrapalhavam ao passar pelas pedras e acabávamos ajudando como guia turístico. Fizemos um lanche rápido e voltamos com um sol muito forte, o que nos salvou foi a sobrinha da Pequena que nos protegeu até a pousada, em seguida fomos almoçar em um restaurante que servia Buffet com muito peixe e camarão.

Voltamos para a pousada, mas agora era para ir embora. Arrumamos tudo e fomos para o trapiche, o barco saia às 16h30min sentido Paranaguá, na viagem vi alguns golfinhos, porém, bastante raro. O curioso foi um casal que tinha pegado o barco errado, eles deixaram o carro em Pontal e só perceberam que estava no barco errado quando perguntaram sobre a passagem que se compra em Paranaguá, a sua sorte era que tinha um barco indo para Pontal, mas eles precisaram andar de barco mais uma hora. Chegamos a Paranaguá, estava rolando uma festa de carnaval, homens vestidos de mulher, verdadeira visão do inferno. Como carnaval não é nossa praia fomos rápido para a rodoviária, o que não esperávamos era que não tinha mais passagens e o único horário era as 23h00min horas, ficamos mais de 4 horas esperando nosso ônibus, para não ficar muito tempo parado ali fomos conhecer a Ilha dos Valadares, nada muito especial, o interessante mesmo era só a travessia na ponte. Vimos algumas cenas curiosas e voltamos para a rodoviária para esperar o ônibus. Quando o ônibus chegou foi um alivio, não aguentava mais aquelas cenas e estávamos bem cansados.

Chegamos em Curitiba já era pra lá de meia noite, meu irmão nos esperava para ir pra casa. Foi uma aventura e tanto, ir para a Ilha do Mel sentido Paranaguá foi uma grande experiência, adoramos a aventura, tudo o que passamos faz parte da aventura. Tudo veleu a pena até mesmo a espera pelo ônibus, aprendi mesmo é comprar as passagens de retorno para não se frustrar. Nosso primeiro ano de casamento foi marcado com muitas situações de alegria e tristeza, mas começamos 2012 muito bem. E espero que seja ainda melhor. Quero dizer que amo minha esposa e adoro fazer essas aventuras ao seu lado.





Praia de Dentro







Gruta de Encantadas logo acima um dique diabasio













Rumo Praia do Miguel















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Ponte entre Paranagua e Ilha dos Valadares


quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Circuito Vigia/Canal, a primeira de 2012



Depois de uma longa espera finalmente consegui realizar a travessia Vigia/Canal. Até então não conhecia o Canal muito menos o Vigia. Desde 2009 se não me falha a memoria, eu e Josemar Cubis estávamos na intensão de fazer qualquer montanha pela primeira vez juntos e sempre surgia imprevistos. Mas 2012 começou bem mesmo, e então marcamos para fazer a primeira montanha de 2012. Combinei com meu parceiro de montanha Patrick e juntos com a gente foi o Beto que também tem bastante experiência.
Partimos logo cedo, chegamos na fazenda onde inicia a trilha e começamos sentido Vigia. Logo no inicio me ralei numa pedra, braço e joelho direito detonado. Seguindo morro a cima logo chegamos na Torre Amarela e de lá já era possível avistar o Vigia e muita gente subido o Canal. Era impossível ficar muito tempo parado, as butucas atacavam sem dó, continuamos e de longe avistamos nossa próxima montanha. Em um pouco mais de uma hora e meia já estávamos no Vigia, resolvemos parar para fazer aquele lanche. Continuamos nossa trilha, os bambus estavam começando a dar bastante trabalho. A trilha estava bem fechada, era possível se perder um pouco, mas com paciência não nos batemos tanto assim, tanto o Beto como o Patrick já tinham feito a trilha os únicos que nada conhecia era eu e o Cubis.
Percebi também que a trilha é pouco conhecida e melhor ainda está bem limpa. Nossa próxima e rápida parada era o Canal, nessa parte a trilha já é mais aberta e bem visível. Na ida encontramos um pequeno grupo de montanhistas que estava fazendo a trilha ao contrario, eles estavam chegando no Vigia e nos partido para o Canal. Chegamos então na maior e mais difícil desafio da minha vida de montanha até hoje. Deparamos-nos com um paredão de mais de 10 metros de altura com uma fenda de ponta a ponta, e apenas duas cordas de escalada que não sei quanto tempo esta lá, mas acredito que é sempre trocada. Primeiro foi o Patrick a subir e a testar a corda, depois o Beto, eu e o Cubis, confesso que usei toda minha força naquele momento e fiquei com bastante medo de não conseguir chegar lá em cima. Depois desse desafio chegamos bem e o Canal estava por ultimo conquistado. Na descida encontramos bastante gente subindo e descendo. Às duas horas da tarde exatas cinco horas de caminhada chegamos na fazenda, paramos para comer aquele pastel e tomar aquela merecida cervejinha e uma coca cola bem gelado. Conheci dois novos amigos e parceiros de montanhas, vamos continuar essa parceria e nossa próxima trilha vai ser a Picada do Cristóvão/Trilha da Conceição. 2012 promete.