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Montanhas do Paraná e do Brasil

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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Um dia dos Pais no Marumbi




Passar um dia dos pais com meu filho já é maravilhoso imagina na montanha, e fazia bastante tempo desde a ultima vez que o levei para acampar. Meu filho já estava me cobrando há tempos, sempre me perguntava quando eu iria levá-lo novamente para acampar. Com minhas férias próximas não pensei duas vezes, e no dia 06 de agosto de 2010 era a data marcada. Passeio no mercado dias antes, comprei o que precisava para passar 4 dias inteiros com ele. Fui até a Serra Verde Express e comprei as passagens de ida até o Marumbi.


Esperando o Trem

No dia da viajem acordei bem cedo, arrumei o que faltava, saímos de casa ainda estava escuro para pegar o ônibus e em pouco tempo estávamos na ferroviária para pegar o trem. No trem meu filho perguntava muitas coisas e eu sempre o respondia com alegria, no vagão onde estávamos, estava bem vazio, dava para escolher lugares, sentamos mais próximo da janela para apreciar bem a viajem.



Alguem sabe o que era isso?



Estação Banhado


Véu de noivas

O tempo não estava muito bom, uma serração tomava conta de todo o passeio, pouco se via. No cadeado era impossível avistar o Pico do Marumbi e outras montanhas. Chegamos um pouco antes das 11:00 da manha, logo fomos para o camping montar tudo e fazer um lanche, já sentia a alegria dele no lugar, pedi para ele me ajudar a montar e assim ele o fez. Depois de tudo pronto um lanche rápido, pois tinha levado lanche pronto para evitar fazer comida na chegada.



Nossa casa durante 4 dias


Estação do Marumbi toda reformada

O camping estava vazio tinha umas 4 barracas apenas, acreditei que logo iria encher como sempre acontece. Já de inicio um gaucho logo veio me cumprimentar, seu nome era Felipe um biólogo de Porto Alegre que estava a uma semana esperando o tempo abrir. Ele me contou que durante toda a semana chovia sem parar e que não tinha como subir a montanha, passei uma boa noticia que a previsão do tempo estava para melhorar. Enquanto meu filho brincava sozinho e acompanhava os trens que passava, eu verificava se em algum momento o tempo iria limpar.




La por umas três da tarde, surgiu a oportunidade de passear como meu filho, resolvi levá-lo para fazer uma trilha até um pouco mais logo, a princípio era levá-lo até o Eng. Lange, preparei um lanche, coloquei água e as lanternas de cabeça e descemos até a estação, o Vini estava bem empolgado e queria mais, e então resolvi descer até a saída do Itupava, subimos a escada e fomos até a ultima ponte do Rio Taquaral onde tiramos algumas fotos. No retorno começou a escurecer e ele queria porque queira usar a lanterna então o deixei. Voltamos rápido até a estação e logo percebi que uma luz forte batia nos paredões do Marumbi, era o sol querendo aparecer.


Estradinha para Eng. Lange


Estação Eng. Lange


Saída da trilha do Itupava


Ponte sobre o rio Taquaral

Chegamos já era quase escuro e o Pico do Marumbi e as montanhas próximas já eram possíveis avistá-las por completo, a previsão do tempo tinha acertado e o fim de semana seria bom e quente conforme tinha vista no Simepar e no Clima tempo. Logo fizemos amizade com dois jovens que também estavam acampando, fiz uma janta para mim e para o Vini, jantamos e logo fomos dormir.


Logo no dia seguinte o céu estava bem limpo e sol já ia aparecer com força total, esquentou bastante, mas não estava muito bom para ir no rio. Fiz um café e um Nescau para ele, fomos até o alojamento onde encontrei o Mario e minha amiga Ju, que já estava de voluntária há tempos. O meu filho queria muito ir para o rio, então fui buscar umas roupa e uma toalha, quando voltei estava ele e a Ju fazendo uma aposta, se ele entrasse no rio ela ia correr da placa até a estação se ele não entrasse seria ele que ia correr. Aposta feita, o levei até o Cemitério dos Grampos, logo que chegamos lá ele logo foi tirando a roupa e entrado no rio, a água estava muito gelada, o sol nem estava batendo nas pedras ainda, mas mesmo assim ele se encorajou e entrou na água, brincou um pouco e todo roxinho saiu, achei um lugar para ele se esquentar, logo depois subimos e ele logo foi cobrar a apostar, filmei para comprovar e chamei o Mario para ver a Ju correndo.





Gigante e Torre do Sino
Depois de um bom almoço, fomos novamente para o rio, mas desta vez ele não teve coragem de entrar, tiramos algumas fotos e voltamos para o camping, o lugar estava bem vazio tinha no maximo umas 6 barracas, tudo estava tranqüilo.
Logo escurece e fomos para a estação conversar um pouco, o Vini estava bem enturmado com o gaucho e mais uma meninos que estavam acampando la, conversamos e na volta o Vini disse que queria ir embora, pois estava com saudades de casa. A idéia era voltar na segunda, tinha levado bastante comida para 4 dias, não queria voltar com tudo aquilo novamente. Fomos dormir e logo cedo depois do café o levei para a cachoeira do Marumbinistas, voltamos e fiz um almoço bem reforçado para vários amigos que estavam lá. Almoçamos, descansamos e o levei para o Rochedinho, uma caminhada gostosa e descontraída, percebi que ele estava adorando o passeio, e que tudo estava correndo muito bem, foi o melhor presente dos dias dos pais que um pai podia receber, foi maravilhoso. Voltamos, tomamos um bom banho quente, desmontamos tudo e era só esperar o trem de retorno.



Vista do Rochedinho
Fiquei sabendo que na segunda o tempo iria novamente mudar, então pensei que a escolha dele de ir embora no domingo foi ótima. Foi uma das aventuras mais gostosas que eu já fiz, levar meu filho para a montanha e ver o quanto ele gosta é muito bom, não vou pensar duas vezes para levá-lo novamente. Um passeio gratificante que não tem preço que pague.


Um bom rango, jantar para 6 pessoas



Indo para casa


Marumbi vista do Cadeado

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Montanhista é encontrada com vida

A montanhista Denise Ciunek, que estava desaparecida desde o último dia 19 de agosto, quando percorria o caminho do Itupava, na Serra do Mar do Paraná, foi encontrada com vida pelos bombeiros.

Texto de Vanessa Prateano, Gazeta do Povo.

Após 17 dias perdida na mata, Denise diz que nasceu de novo. Mulher desaparecida na Serra do Mar foi encontrada nesse domingo. Ela passou 10 dias bebendo apenas água. A montanhista diz ter se perdido após fugir de homem que tentou atacá-la.

“Na hora em que eu vi o pessoal do regate, senti que havia nascido de novo ”. Foi assim que a montanhista Denise Ciunek, de 38 anos, descreveu, já no hospital, o momento em que foi encontrada por equipes do Corpo de Bombeiros e montanhistas, após passar 17 dias na mata depois de se perder ao percorrer o Caminho de Itupava, na Serra do Mar. Bem humorada e tranquila, ela contou a jornalistas e à equipe médica do Hospital Nossa Senhora do Rocio, em Campo Largo, para onde foi levada, que após todo esse tempo, pensou em desistir justamente nesse domingo. “Até então o tempo estava bom, com sol, e isso me dava esperança. Mas hoje (domingo) eu olhei para o céu e vi que havia muitas nuvens, e que poderia chover. Nesse momento eu achei que não daria. Tinha medo de ter hipotermia e não resistir”.

No hospital Denise deu detalhes de como se perdeu. No dia 19 de agosto, ainda no início da trilha, foi abordada por um homem armado que a obrigou a caminhar para dentro da mata. Ciente de que seria abusada, Denise aproveitou-se de um descuido do agressor e o golpeou. “Quando ele largou a arma para se despir, eu contra ataquei e fugi”. O tempo entre a abordagem do homem e a fuga durou meia hora. Na fuga, ela conta que se afastou da trilha, o que fez com que se perdesse.

Para o médico Filipe Kwiatkowski, que atendeu Denise, a experiência foi essencial para mantê-la viva. Logo que percebeu que estava perdida, ela procurou se manter próximo a um curso d´água. Durante os sete primeiros dias, alimentou-se de barras de cereal trazidas na mochila. Quando o suprimento acabou, sobreviveu apenas de água. “Ela fez o correto. Ingerir liquido é essencial”, afirma o médico. Ainda nesse domingo, Denise foi encaminhada para a UTI com quadro de hipoglicemia e desnutrição, sem previsão de alta. “Ela está bem, ficará na UTI por precaução. Ela não pegou nenhuma infecção, não sofreu fraturas, apenas escoriações. Precisa se alimentar e descansar”.

Após o ocorrido, Denise afirma que não voltará a fazer o Caminho de Itupava. “Não vou parar com o montanhismo de jeito nenhum, mas esse trajeto eu não faço mais. É muito perigoso. Bandidos estão invadindo a trilha. O local é abandonado”, diz. Perguntada sobre os planos para o feriado, Denise diz que vai “dormir muito”. “Já liguei para o meu pai e disse que o amo muito. Agora vou descansar”.

Não fazer montanhismo sozinho e sempre comunicar a família. Essas são os dois principais conselhos dados por amigos de Denise Ciunek, bombeiros e voluntários que se envolveram no resgate.

No caso da montanhista, as duas recomendações não foram seguidas. Ela não avisou os parentes e sua falta só foi notada sete dias após o seu desaparecimento, por uma vizinha. “Uma vizinha dela me contatou pelo Facebook e pediu ajuda dizendo que ela não havia voltado para casa. Eu então comuniquei o pai dela e recomendei que fizéssemos um Boletim de Ocorrência . Só então os bombeiros foram acionados, no oitavo dia”, comenta o gerente do Parque Estadual Pico do Marumbi Lothário Horst Junior, conhecido como Kiko, amigo de Denise há 25 anos.

Pela possibilidade de se sofrer um acidente, um mal súbito ou ser atacado, Kiko comenta que praticar montanhismo sozinho é fortemente desaconselhado. “É preciso ressaltar: é um risco muito grande sair sozinho. O recomendado é que sempre se saia em grupos de três a quatro pessoas”.

O gerente do parque, que ajudou nas buscas, afirma que os montanhistas devem evitar caminhos alternativos e pouco seguros, e fazer o cadastro no escritório regional do IAP, no bairro da Borda do Campo, em São José dos Pinhais, antes de iniciar a trilha. Ali são registrados o nome e o telefone do montanhista e de um familiar, além do trajeto que deve ser seguido e o horário de retorno.

Na tarde desse domingo, por volta das 15h, uma equipe formada pelo 2.° Sub Grupamento de Bombeiro Independente (SGBI), de montanhistas e funcionários do IAP (Instituto Ambiental do Paraná) encontraram a montanhista num local próximo à estação ferroviária Véu da Noiva, em Morretes. Dali ela foi transportada até a estação ferroviária Engenheiro Lange, e então até Porto de Cima, de onde seguiu de helicóptero para Campo Largo. “O local onde ela se encontrava era de difícil acesso. A visibilidade é bem reduzida”, explica o comandante do SGBI, major Edemilson Barros.

O resgate envolveu mais de 60 homens do SGBI, do Grupo de Operações de Socorro Tático (Gost), e do Corpo de Socorro em Montanhas (Cosmo), além de voluntários e cães farejadores. De acordo com o comandante do Gost, major Samuel Prestes, as buscas pela montanhista iriam até no mínimo sexta-feira. ´Nesses casos, fazemos varredura no local durante 15 dias. Após esse tempo, interrompemos as buscas, e retomamos quando há alguma evidência. Esse é o procedimento. No caso dela, já havíamos feito até uma planilha com a escala de trabalho das equipes´.

Caminho do Itupava

A antiga trilha do Itupava foi por muitos séculos a principal ligação entre a planície litorânea e o alto planalto paranaense, vencendo rios encachoeirados, montanhas escarpadas e a mais densa floresta. Ainda hoje, é possível encontrar parte do calçamento original, que facilitava o escoamento e a chegada de mercadorias pelos portos do litoral paranaense.

Hoje, o Caminho é utlizado exclusivamente pelos amantes do trekking e turistas em geral, que percorrem seus 16 km em busca do contato com a natureza.

Fontes: Vanessa Prateano, Gazeta do Povo e www.itupava.altamontanha.com

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Desaparecida no Itupava

Major do Corpo de Bombeiros informou que trabalho será intensificado em locais menos explorados, nas regiões do Salto dos Macacos, Usina de Marumbi e Véu. Equipes do Corpo de Bombeiros de Curitiba e Morretes retomam a partir das 6h30 deste domingo (29) as buscas pela montanhista Denise Ciunek, conhecida como Juma, que saiu para uma trilha no Caminho do Itupava, na Serra do Mar, no dia 19 de agosto. A mulher de 38 anos está sendo procurada pelos bombeiros desde a última sexta-feira (27), um dia após uma vizinha de Denise desconfiar da demora da mulher em voltar para casa.
O comandante do Corpo de Bombeiros no Litoral, major Edemilson de Barros, informou que as principais áreas do Caminho do Itupava já foram vistoriadas. “Neste domingo vamos intensificar as buscas em locais menos explorados, nas regiões do Salto dos Macacos, Usina de Marumbi e Véu da Noiva”, disse. Serão 21 pessoas envolvidas nos trabalhos que também vão contar com o apoio de uma equipe de busca áerea durante a tarde.
No sábado (28), nenhuma pista ou indício sobre a localização da montanhista foi encontrado. Os bombeiros chegaram a utilizar o helicóptero, mas a baixa visibilidade em função do tempo fechado na Serra do Mar prejudicou os trabalhos aéreos. Cães farejadores também auxiliaram na ação que envolveu 30 pessoas. Na sexta-feira (27), os bombeiros encontraram duas garrafas de água, um squeeze rosa, uma flanela para limpeza de óculos, um repelente de mosquitos e um boné, que poderiam ser de Denise.Os objetos foram encontrados próximo à Casa do Ipiranga.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o boné teria sido reconhecido pela vizinha de Denise que alertou sobre o desaparecimento da montanhista. O major Barros comentou que esta vizinha forneceu a maioria das informações sobre a montanhista já que poucas pessoas procuraram o Corpo de Bombeiros para colaborar com as buscas com detalhes sobre os planos de Denise na trilha.